Internacional

Equipes não localizam mais corpos

Folhapress
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São Paulo - As equipes de buscas da Marinha e Aeronáutica não localizaram nem recolheram mais corpos de vítimas do vôo 447 da Air France hoje. De acordo com os comandos das duas forças, devido às condições meteorológicas de ontem, algumas aeronaves de busca tiveram as rotas alteradas para áreas que ofereciam condições mais favoráveis para realizar as buscas visuais. Os navios tiveram condições satisfatórias de navegação, segundo o informe.

Desde sábado passado até anteontem foram localizados 41 corpos. Ontem, 16 corpos deveriam chegar à tarde em Recife, porém, o tempo de uma perícia preliminar realizada em Fernando de Noronha foi maior que o previsto. De acordo com a Aeronáutica, esses corpos devem chegar entre às 20h e 20h30 de ontem no IML (Instituto Médico Legal) em Recife.

“O trabalho da Polícia Federal e do IML foi mais demorado que o planejado”, disse o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (Departamento de Controle Aéreo).

Segundo ele, as aeronaves enfrentam problemas para levantar vôo devido ao mau tempo em Fernando de Noronha na noite de ontem.

A fragata Bosísio está prevista para chegar em Fernando de Noronha, com 25 corpos, hoje. Após os corpos serem desembarcados no arquipélago, a fragata volta para o local das buscas.

Término das operações

A Aeronáutica e a Marinha afirmaram ontem que as buscas dos corpos de vítimas do voo AF 447 da Air France devem ser encerradas no dia 19 de junho. O prazo ainda poderá ser estendido, mas os militares dizem que trabalham tendo em vista esse período de resgate.

Segundo o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso, “a cada dia que passa a probabilidade de encontrar corpos é menor”.

Ele diz que, se as correntes marítimas se mantiverem nas atuais condições de velocidade e direção, elas dificultarão ainda mais a localização.

De acordo com o tenente-brigadeiro, o comando da operação irá se reunir no dia 17 para avaliar se é possível dar continuidade às buscas para além do prazo estipulado.

“A expectativa do dia 19 é: até lá, será que ainda teremos possibilidade de encontrar algum corpo?”, questiona Cardoso.

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Submarino francês busca caixas-pretas

Fernando de Noronha - Ontem, o submarino nuclear francês Émeraude, equipado com um sonar ultrassensível, chegou ao local, a 850 km de Fernando de Noronha.

A embarcação irá patrulhar a cada dia uma área diferente com cerca de 36 km2. Segundo o porta-voz das Forças Armadas da França, Christophe Prazuck, será preciso “muita sorte para localizar as caixas pretas”.

As embarcações francesas trabalham em coordenação com o Salvaero (Serviço de Salvamento Aéreo) de Recife.

Caso sejam encontradas, as caixas-pretas serão resgatadas pelo navio de pesquisas oceânicas Porquoi Pas, que deve chegar à região nos próximos dias.

O navio carrega o minissubmarino não tripulado Nautile, capaz de atingir até 6.000 metros de profundidade. Operado por três pessoas e dotado de braços mecânicos, o Nautile foi o primeiro submarino a atingir a carcaça do transatlântico Titanic, que naufragou em 1912.

No Porquoi Pas, estão uma equipe de investigação da Airbus, uma da Air France e outra do Centro de Investigação e Análise, da França. Entre os navios há também dois rebocadores de alto-mar capazes de içar grandes estruturas. Para auxiliar na busca às caixas-pretas, os EUA forneceram dois equipamentos de escuta para serem usados pelos rebocadores. Participam também das buscas a fragata Ventôse e dois aviões franceses.

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