Islamabad - O governo do Paquistão atribuiu ao grupo radical islâmico Taleban o ataque suicida realizado anteontem contra um luxuoso hotel da cidade de Peshawar (noroeste), no qual ao menos de 18 pessoas morreram, sendo dois funcionários da ONU (Organização das Nações Unidas). Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.
Entre oito e dez pessoas permaneciam ontem sob os escombros do hotel, de acordo com o policial Shafiullah Khan. Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou a ação antes de confirmar a morte do sérvio Aleksandar Vorkapic, da Acnur (agência a refugiados), e da filipina Perseveranda So, do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Foram mortos ainda o comandante de uma companhia aérea paquistanesa e vários funcionários do hotel, inclusive o gerente.
Entre os feridos há mais quatro funcionários da ONU, vários britânicos e também um alemão, um somali e um malgaxe, segundo fontes diversas.
Em reação ao ataque, o ministro de Informação da Província da Fronteira Noroeste (NWFP), Mian Iftikhar, anunciou que o Paquistão irá manter a ofensiva militar contra os talebans e que, por isso, abriu uma nova frente de combate.
O Paquistão reforçou sua ofensiva contra o Taleban em 26 de abril último, por pressão dos Estados Unidos, para expulsar os combatentes da região do vale do Swat e de mais outros dois distritos vizinhos. Àquela altura os talebans já estavam estabelecidos em áreas a 100 km da capital paquistanesa, Islamabad.
Os intensos combates começaram em 26 de abril último. Em 31 de maio, o Exército anunciou que retomara o controle total de Mingora, a maior cidade do vale do Swat.
De acordo com as informações do governo, em toda a ofensiva, mais de 1.300 insurgentes e 105 militares foram mortos. Não existem dados sobre vítimas entre civis e nem fontes isentas para confirmar os números.