As distribuidoras já compram na refinaria diesel com desconto, desde terça-feira após o anuncio do governo federal. Entretanto, o novo preço ainda não chegou às bombas de Bauru.
O vice-presidente executivo do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, calcula que o potencial de queda do diesel é de cerca de R$ 0,18 por litro no Estado de São Paulo - equivalente a 8,9%. Ele lembra que custos adicionais - como frete - podem representar uma margem menor de desconto no valor médio praticado no Estado.
Na próxima semana, os postos de combustíveis de Bauru podem estar com preço do diesel menor. Os pontos de revenda ainda trabalham com estoques comprados dos distribuidores pelo valor antigo.
O vice-presidente executivo do Sindicom, Alísio Vaz, acredita na competição entre as revendas para o preço do diesel cair na bomba. Vaz lembra que as distribuidoras e os postos ainda têm estoques com preços antigos.
Wagner Siqueira, diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro) em Bauru, explica que o estoque que está nos tanques custou às revendas entre R$ 1,90 e R$ 1,95 o litro, dependendo da distribuidora. Na região central de Bauru, o litro do diesel estava, anteontem, a R$ 2,08.
Siqueira diz que ainda não é possível estipular um valor do litro do combustível após a baixa anunciada porque dependerá dos preços praticados pelas distribuidoras. “Não sabemos ainda que percentual vai vir de desconto”, explica.
Siqueira avalia que, dificilmente, alguma revenda em Bauru diminuirá o preço do produto comprado neste final de semana. Ele ressalta que os donos de postos teriam de abrir mão da margem de lucro caso comercializem os estoques antigos com desconto anunciado pelo governo federal. “A margem do diesel é bem pouca. Então, iria vender pelo preço que pagou e tem imposto. Automaticamente, não teria lucro nenhum e você estaria pagando para vender”, argumenta o diretor do Sincopetro.
O Sindicom representa grandes distribuidoras, como BR, Shell, Esso, Texaco, Ipiranga e Repsol. Vaz comenta que a queda no valor para o consumidor será definida pela competição entre os postos de combustíveis. Para ele, quem conseguir escoar mais rapidamente o produto com preço antigo, poderá iniciar a comercialização de novos estoques adquiridos com desconto das distribuidoras.