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Transferida assembléia dos funcionários do transporte coletivo urbano de Bauru

Luiz Beltramin
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Eles se reunirão, nas portas das garagens das três concessionárias responsáveis pelo serviço de ônibus urbano na cidade, a partir das 4h30, momento em que iniciarão as votações por deflagração ou não de greve.

O adiamento, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Bauru e Região (Sindtran), José Rodrigues, foi motivado pela necessidade de reflexão da categoria sobre a proposta, apresentada nesta semana pelo desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), durante audiência de conciliação entre representantes do Sindtran e Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb).

Na oportunidade, foi proposto reajuste de 7%, tíquetes refeição no valor de R$ 210,00, participação nos lucros no valor de R$ 480,00 (pago em duas parcelas de R$ 240,00), além de horas extras remuneradas com adicional de 50% nos dias normais, 100% nos feriados e 110% nos dias de folga.

Outra sugestão foi a criação de uma comissão mista para estudos sobre jornada de trabalho e contratação de cobradores.

“Houve um avanço”, avalia José Rodrigues, presidente do Sindtran, sobre as negociações envolvendo a categoria e empresas.

Entretanto, antecipa, caso a maioria opte por greve, em votação que transcorrerá durante toda a segunda-feira, o movimento reivindicatório prosseguirá. “Apoiaremos o que a maioria decidir”, resume.

Caso os trabalhadores do sistema de transporte coletivo optem pela paralisação, o TRT determina que ao menos 50% dos ônibus devem circular nos horários normais e 70% nos horários de pico, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia.

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