Iacanga - Uma negociação entre os representantes do Grupo Cosan e o Ministério do Trabalho de Bauru resultou em acordo que pôs fim a uma série de reivindicações de trabalhadores rurais que prestam serviços à Usina Diamante, em Iacanga (50 quilômetros de Bauru). No último final de semana, eles pararam as atividades para exigir pagamentos em dia, melhoria nos alojamentos e alimentação adequada.
O auditor fiscal e atual chefe das relações do trabalho, Mário Tanaka, intermediou as negociações e constatou que o problema do pagamento do mês de maio foi feito no 5º dia do mês, porém houve um problema na rede bancária que culminou com o atraso na retirada do dinheiro.
Somente aqueles que tinham cartões de movimentação bancária é que conseguiram fazer a retirada, os demais ficaram sem o dinheiro o que gerou o protesto.
A situação se normalizou na última segunda-feira, segundo o auditor, quando os trabalhadores conseguiram sacar o dinheiro devido.
Quanto à melhoria nas refeições, a empresa aceitou mudar o cardápio e acertar o tempero.
A falta de higiene dos alojamentos não foi constatada durante a visita do fiscal. “Foi verificado que faltavam veículos para transporte dos trabalhadores no período noturno. Isso já foi providenciado. Ficou acertado que a Cosan disponibilizará um carro 24 horas e um ônibus para transporte dos trabalhadores que estiverem em folga. A cidade mais próxima fica distante 12 quilômetros.”
Dos 170 trabalhadores, que estavam trabalhando há dois meses em Iacanga, 70 optaram por retornar às suas cidades de origem, segundo o auditor fiscal. “A empresa Cosan está fazendo a rescisão dos contratos e alugou dois ônibus para levá-los às suas cidades no Estado de Pernambuco.”