Nacional

Vítima vira escudo humano em assalto

Gilberto Yoshinaga
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Durante uma tentativa de assalto a um salão de beleza em São Paulo, um dos donos do estabelecimento levou cerca de dez tiros ao ser usado como escudo humano por bandidos em tiroteio com a polícia. O crime aconteceu anteontem à noite, em Pirituba (zona oeste).

Apesar dos ferimentos, a vítima não corre risco de morte. Na ação, uma funcionária também foi baleada. Dois suspeitos foram mortos pela polícia. Os outros dois foram presos.

As armas usadas pelos quatro suspeitos e pelos sete PMs envolvidos no tiroteio foram recolhidas para a perícia apurar de onde partiram os tiros que atingiram o comerciante.

Os dois revólveres encontrados com os suspeitos tinham seis cartuchos deflagrados.

A quadrilha invadiu o Centro de Estética Belíssima, localizado na avenida Mutinga, por volta das 21h de anteontem, horário em que havia sete pessoas no local - incluindo duas clientes, diz uma funcionária.

“Foi horrível. Um deles estava muito nervoso e ficou ameaçando nos matar se não colaborássemos”, contou ela, que não quis revelar o seu nome.

Os quatro homens chegaram a pegar jóias, telefones celulares e equipamentos do estabelecimento. Eles se preparavam para fugir em um Golf, quando foram cercados pela polícia. A PM foi acionada por uma testemunha que passava pela rua e percebeu o assalto.

Segundo a polícia, os suspeitos começaram a atirar e usaram o comerciante Orestes Gomes de Barros Filho, 59 anos, como escudo humano.

Segundo boletim médico do Hospital Samaritano, onde Barros Filho está internado desde o início da tarde de ontem, ele levou “aproximadamente dez tiros”, que o atingiram no tórax, fêmur, calcanhares, boca e mão.

O Samaritano informou ontem que ainda não era possível contar o número de tiros que acertaram o comerciante, já que ele ainda passaria por avaliação. A outra vítima, Maria de Lourde Santos dos Anjos, foi baleada na altura do tórax. Ela também passa bem.

Na troca de tiros, a polícia atingiu Marcio Alves de Souza, 30 anos, e Aurélio Pellizon de Camargo, 31 anos, que morreram ao dar entrada no hospital. Outros dois suspeitos foram presos: Thiago Pinheiro dos Santos, 22 anos, e Renato Bezerra Camacho, 25 anos - que era foragido da Justiça desde a Páscoa, quando recebeu o direito a uma saída temporária e não retornou ao presídio de Franco da Rocha (Grande São Paulo).O carro da quadrilha foi apreendido e os objetos que seriam roubados foram recuperados pela polícia. O caso foi registrado no 33.º DP (Pirituba).

A reportagem não conseguiu contato de advogados ou familiares dos suspeitos ontem.

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