Praticamente indispensável nos dias mais quentes do verão, porém quase esquecido nos meses de frio, o sistema de ar condicionado nos automóveis também requer manutenção constante e, até mesmo, de funcionamento durante o inverno.
Mesmo desligado, caso não passe por limpeza adequada, o sistema de refrigeração pode ocasionar crises alérgicas ou outros males respiratórios - acentuados durante os meses mais secos do ano - em virtude do acúmulo de poeira e ácaros dentro do veículo.
Entretanto, uma das maneiras para se evitar ou diminuir esse desconforto é justamente o acionamento do sistema de ar condicionado, mesmo nos meses mais frios do ano. “Mesmo nos meses mais frios, o ideal é ligar de vez em quando para não acumular poeira”, aconselha o consultor técnico Antônio César Costa, de uma rede de franquias de serviços automotivos.
Assepsia periódica, acentua Costa, também é primordial para que, mais tarde, não haja “dores de cabeça” quanto à saúde dos ocupantes do automóvel. “A limpeza do ar condicionado de automóveis tem validade apenas de seis meses. Manutenção apenas no verão não adianta”, acentua o consultor, orientando o motorista a pedir sempre a troca do filtro. “Também é necessário verificar se o centro automotivo aplicou a vaporização interna com produtos contra bactérias e fungos”, completa.
O investimento para esses cuidados, avalia o consultor, compensa em relação a prejuízos futuros, seja para equipamento ou saúde, que a omissão desse tipo de cautela durante o inverno pode ocasionar. “O custo médio para uma limpeza e revisão do sistema de ar condicionado do automóvel é de R$ 110,00”, estipula Costa, sobre o preço do procedimento em sistemas instalados em carros populares. “Para os importados, o custo pode ser um pouco maior”, salienta.
Exposição
Independentemente de quadros de pré-disposição ao incômodo causado por fungos ou poeira acumulada, a exposição ao mesmos pode ocasionar problemas a motoristas e passageiros, como observa a médica alergista Joaquina Maria de Melo Correa. “Mesmo a pessoa não sendo alérgica, se a exposição é muito grande pode acontecer”, observa a especialista, sobre a possibilidade de irritabilidade no sistema respiratório.
“Esses resíduos, assim como fumaça ou até cheiro de perfume, são irritantes para as vias aéreas”, detalha. Segundo ela, os estragos são ainda maiores nas pessoas que desenvolvem algum tipo de alergia, ainda mais juntadas às oscilações meteorológicas.
“Crises podem ocorrer com a mudança de temperatura no alérgico, como as de rinite”, exemplifica a médica, que também aconselha manutenção constante nos sistemas de ar condicionado. “Há o risco de inalação de pó e fungos que se acumulam. O mais adequado é trocar o filtro periodicamente”, define.