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Vôo 447: França promete indenizar famílias

Folhapress
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Genebra - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, prometeu ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que irá indenizar todas as famílias das vítimas do acidente com o Airbus da Air France. “O presidente francês me garantiu que todas as famílias brasileiras e francesas serão indenizadas pelo governo dele (da França)”, afirmou Lula, após um almoço em Genebra com o colega francês. O presidente brasileiro ainda disse que Sarkozy manteria “uma busca incansável pela caixa-preta” da aeronave. “Isso será fundamental na investigação”, afirmou Lula.

Últimas informações

De acordo com as últimas informações das equipes de busca, 49 corpos foram resgatados até ontem no Oceano Atlântico, onde o Airbus que fazia o vôo 447, do Rio de Janeiro para Paris, caiu no último dia 31. A aeronave levava 228 pessoas a bordo.

Air France troca sensores

Todos os sensores de velocidade da frota de aviões Airbus A330 e A340 da Air France foram substituídos após a tragédia do voo AF 447, disse ontem o sindicado nacional dos pilotos da França.

Segundo especialistas, os sensores de velocidade, chamados tubos pitot, poderiam ter papel importante na queda do avião. As últimas mensagens automáticas enviadas pelo Airbus A330 antes da queda mostraram que os sensores tinham repassado informações inconsistentes sobre a velocidade da aeronave.

Em consequência, os sindicatos de pilotos exigiram que a Air France acelerasse seu programa de troca dos sensores. O avião que caiu no Atlântico tinha sensores de velocidade da geração antiga, que já haviam apresentado problemas no passado.

Buscas continuarão

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que as buscas pelos corpos das vitimas e destroços não têm data definida para terminar.

A Aeronáutica e a Marinha chegaram a estipular o dia 19 de junho como prazo final das operações. Mas Jobim afirmou ao seu colega francês Hervé Morin que as buscas prosseguirão “até o momento em que tecnicamente se entender que elas são inúteis”, segundo afirmou em entrevista na Embaixada do Brasil em Paris.

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