Economia & Negócios

Sindtran e Transurb chegam a acordo

Por Ieda Rodrigues | Com Redação
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Após dias de indefinição, se haveria ou não greve, os trabalhadores do transporte coletivo de Bauru fecharam, ontem à tarde, acordo salarial com a Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb) - que reúne as três concessionárias do setor na cidade -, o que afasta a possibilidade de greve por salário. A categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Bauru e Região (Sindtran), aceitou a nova proposta da empresa, que aumentou o valor da participação dos lucros de R$ 460,00 para R$ 480,00.

A participação nos lucros será paga em três parcelas de R$ 160,00 cada uma - em 28 de agosto e 30 de outubro deste ano e 31 de março de 2010 -, informou a assessoria de imprensa da Transurb.

Os demais itens da pauta de reivindicação dos trabalhadores não tiveram alteração - são os mesmos oferecidos pelos patrões em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15.ª Região, em Campinas, na semana passada: reajuste salarial 7%, tíquete-refeição no valor de R$ 200,00 e horas extras remuneradas com o adicional de 50% nos dias normais, 100% nos feriados e 110% nos dias de folga.

Após a audiência com o desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, presidente do TRT da 15ª. Região na semana passada, o Sindtran fez nova assembléia na segunda-feira. A categoria aprovou, por uma margem pequena de votos, rejeitar a proposta. Porém, o sindicato não chegou a protocolar na Transurb a decisão de realizar greve, o que é obrigatório por lei.

Neste meio tempo, ontem à tarde, trabalhadores e patrões voltaram a conversar e chegaram a um acordo salarial que evitará que os usuários do transporte coletivo sejam prejudicados.

Se não houvesse acordo entre as partes, a reivindicação dos trabalhadores seria julgada pelo TRT, em dissídio coletivo, que decidiria os índices de reajuste. Desde o início das discussões salariais dos trabalhadores do transporte coletivo, no final do mês passado, a preocupação em Bauru era de que os usuários não ficassem sem o serviço nem que o reajuste fosse repassado à tarifa.

Por isso, além de reuniões entre Sindtran e empresas de ônibus, foi realizada audiência de conciliação na Procuradoria do Trabalho em Bauru. Como não houve acordo entre as partes, o caso passou a ser discutido no TRT, em Campinas, onde foram realizadas outras duas reuniões de conciliações.

Nas audiências, o desembargador ponderou que o reajuste de salário oferecido pelas empresas já estava acima da inflação. Apesar de trabalhadores e patrões não terem, de imediato, entrado em concordância, a negociação evoluiu e ontem o acordo foi fechado.

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