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Libertadores: Empate sem gols elimina Verdão


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Dez anos depois, o Palmeiras festejou uma Libertadores. Porém não é neste ano que o time festejará o bicampeonato. A equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo, que conseguiu classificações heróicas contra Colo Colo e Sport, ficou no empate sem gols com o Nacional em Montevidéu e acabou eliminada da disputa por ter sofrido um gol como mandante - empatou em 1 a 1 no Parque Antarctica na partida de ida.

O time começou bem, acertando o travessão do goleiro Muñoz logo no oitavo minuto de partida - Cleiton Xavier cobrou escanteio fechado e por pouco não surpreendeu o goleiro rival.

O Nacional apostava mais em lances de bola parada e permitia ao visitante trocar passes até a intermediária. O Palmeiras quase abriu o placar aos 30min, quando Diego Souza bateu a gol e, com um desvio de Keirrison no meio do caminho, a bola passou bem perto do travessão.

Os dois times tiveram motivo para reclamar do árbitro equatoriano Carlos Vera. Primeiro, na área palmeirense, a bola bateu no braço de Pierre após chute que levaria muito perigo a Marcos. No final do primeiro tempo, foi a vez de Coates, zagueiro uruguaio, cortar com o braço cruzamento de Armero.

Na segunda etapa, Luxemburgo trocou Willians e apostou mais uma vez no paraguaio Ortigoza. Como o Nacional seguiu bastante fechado e o Palmeiras precisava da vitória, o técnico arriscou ainda com Obina, sacando Marcão, um dos três zagueiros palmeirenses. O jogo virou um ataque contra defesa no campo uruguaio.

Diego Souza, que levou pancada no final do primeiro tempo, não rendia bem, e o Palmeiras, mesmo com mais posse de bola, não criava reais chances de perigo para Muñoz - numa das poucas chegadas agudas, Danilo cabeceou, o goleiro espalmou com estilo, mas o juiz parou a jogada alegando falta.

Empurrado pela torcida que encheu o estádio Centenário, o Nacional se defendia como dava, abusando de chutões para a frente e para fora. Além do gramado ruim (o mesmo que o Brasil superou para fazer 4 a 0 no Uruguai nas eliminatórias da Copa-2010), o relógio já jogava contra o time brasileiro.

Obina teve as melhores chances. Na primeira, recebeu boa bola no meio da área, girou em cima da marcação, mas bateu para fora. Na segunda, após cruzamento de Ortigoza, cabeceou, e a bola raspou a trave. No desespero, Marcos saía com frequüência da área, tentando empurrar o Palmeiras. Mas a sorte que acompanhou o Palmeiras nesta Libertadores, porém, não foi ao Uruguai.

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