Turismo

Dubai

Adriana Moreira
| Tempo de leitura: 2 min

A comparação é inevitável. As luzes que piscam sem parar no deserto, em uma cidade repleta de hotéis e restaurantes de luxo, fazem de Dubai uma Las Vegas com pecados a menos. Faltam cassinos e casamentos rápidos, mas a soberba da metrópole árabe ultrapassa com folga o orgulho da americana.

Dubai quer todos os holofotes voltados para si. E todos os títulos de “maior do mundo” possíveis. O Burj Dubai, com a inauguração prevista para 9 de setembro, vai arrancar do Taipei 101, de Taiwan, o título de edifício mais alto. E o suposto maior shopping do globo, o Dubai Mall, fica no mesmo complexo, logo ao lado.

Os ícones arquitetônicos para lá de modernos, presentes nas ilhas artificiais e nos arranha-céus, fazem parte do marketing para atrair turistas endinheirados, que querem se hospedar em hotéis luxuosos e comer nos melhores restaurantes. Ostentar e gastar são duas premissas básicas por lá.

Tudo para garantir uma fonte de renda que não o petróleo, que deve se esgotar até 2015. A solução encontrada pela família Maktoum, que governa desde o século 19 o emirado - um dos sete que compõem os Emirados Árabes Unidos -, foi investir suas fichas no turismo.

Por isso, Dubai não para de se transformar. Apenas um ano é suficiente para ver brotar avenidas largas, várias ilhas e bairros inteiros. Hotéis parecem surgir a cada dia: o número de leitos cresceu 17% entre os quatro primeiros meses de 2008 e o mesmo período deste ano.

Com tantos investimentos, não dá para deixar de perguntar que efeitos a crise econômica mundial terá em Dubai. Em artigo publicado em fevereiro, o “The Guardian” dizia que muitos estrangeiros que vivem na cidade - apenas 20% dos mais de 1 milhão de habitantes são cidadãos de Dubai - voltaram a seus países. Reflexo do cancelamento e do adiamento de projetos.

Em áreas recém-construídas, como a Dubai Marina, nota-se um grande número de prédios desocupados. Mas é difícil crer que a crise seja suficiente para quebrar o ícone do consumismo árabe. Afinal, Dubai é, em toda a sua concepção, um investimento a longo prazo. E, ao contrário do petróleo, tornou-se altamente renovável. Emirates (www.emirates.com/br)

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