Pesca & Lazer

História de pescador: ‘Fui pescar, acabei caçando’


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Esta história aconteceu comigo e com meu amigo, seu José Marques, lá do Jardim Europa. Num sábado ensolarado, resolvemos dar uma pescada na barragem de Bariri. Chegamos lá, por volta das 9h, deixamos o carro na entrada de uma chácara, às margens da rodovia que vai para Bariri, juntamos nossas traias e descemos mais ou menos 300 metros até chegarmos à beira do rio. Chegando lá, penduramos nossos lanches num galho de árvore, junto com um espingarda de 2 canos que sempre levava comigo, para defender de algum perigo e iniciamos nossa pesca com a certeza de que seria uma bela duma pescaria.

Ali ficamos horas e horas pescando e conversando e nada de peixe. Trocamos nossas iscas, mudamos de lugar e nada. Paramos para comer alguma coisa e, enquanto a gente comia, eu joguei bastante quirera e ração para atrair os peixinhos. Terminamos nosso lanche e nada de peixe. Olhava para a cara do seu José Marques e ele quieto, tentando de todo o jeito tirar o dedo e nada. Quando foi mais ou menos 17h, convidei meu companheiro para irmos embora. Ele não esperou eu terminar o convite e o aceitou de imediato.

Arrumamos nossas tralhas e subimos pelo trilho bastante batido pelos pescadores que ia até onde deixamos nosso carro. Era uma subida mais ou menos e, com o sol ainda quente, resolvemos dar uma parada no meio do caminho para tomarmos um fôlego. Foi aí que aconteceu o fato. Ao pararmos perto de um tronco de árvore, apoiei a coronha da espingarda no tronco caído e talvez tenha batido com muita força, a espingarda disparou e nesse exato momento ia passando uma bando de paturis. Com os chumbos espalhados, matei seis deles. Aquilo foi uma festa para o seu José Marques, que já correu apanhar as caças, ficando na divisão com três patos para cada um. É o que eu digo: acontece...

Domicio Iamashita advogado, pescador e contador de histórias

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