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Ex-superintendente da CPFL morre aos 86 anos em Bauru

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

O corpo do engenheiro eletricista José Renato do Vale Gadelha, ex-superintendente da regional Bauru da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que morreu quinta-feira, aos 86 anos, foi sepultado na tarde de ontem, no cemitério Jardim do Ypê, em Bauru.

O ex-dirigente da companhia, que morreu em casa, ao lado da família, de acordo com o filho Pedro Gadelha, tinha a saúde já debilitada em função do diabetes, além de outros males devido à idade avançada. “Ele teve uma morte tranqüila, em casa”, resigna-se o familiar.

Respeitado por sua liderança e pioneirismo, Gadelha era graduado em engenharia civil e elétrica pela Universidade Mackenzie, na Capital e, recordam amigos, foi responsável por significativas melhorias no setor elétrico de Bauru e região, além de grande atuação social.

“Foi ele quem idealizou o primeiro projeto de Câmara de fornecimento de energia para a indústria na cidade”, recorda o colega Djalma de Oliveira, também aposentado da CPFL.

O espírito de liderança e pioneirismo lembrado pelos mais próximos é evidenciado pela atuação de Gadelha frente a importantes clubes de serviço, como a Maçonaria e Lions Club. O engenheiro também foi diretor e fundador, durante os anos 70, do Instituto Cultural “Brasil-Estados Unidos”, uma das primeiras instituições da cidade a abrigar cursos de língua inglesa e a promover programas de intercâmbio cultural. Também na área de ensino, José Renato foi presidente da antiga Fundação Educacional de Bauru (FEB), atualmente encampada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Em sua categoria profissional, ainda chefiou a Associação de Engenheiros de Bauru (Assenag). “Ele deixou um grande legado. Foi meu professor, meu mestre”, emociona-se o amigo Braz Melero, que trabalhou com Gadelha durante três décadas, também na CPFL.

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