Política

Nome de Ciro é rechaçado como alternativa petista

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

O atual prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), é o nome mais citado entre as lideranças petistas para a candidatura própria do PT na sucessão ao Palácio dos Bandeirantes, mas ele ainda é desconhecido do eleitorado do Interior do Estado. Ele disse ontem que a falta de militância em São Paulo do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSB), é o empecilho para viabilizar a candidatura ao governo do deputado federal socialista com o PT num segundo plano.

Sobre a candidatura de Ciro Gomes ao governo numa aliança com o PT, Emídio disse que acha legítima a discussão, mas alerta que a questão tem de ser discutida no partido. “Há um problema sério, o Ciro Gomes não tem militância em São Paulo. O PT tem interesse na coligação com o PSB para a candidatura a presidente de Dilma, então precisamos arrumar uma solução para o Ciro, porém acredito que a tendência é a candidatura própria petista na sucessão paulista”, declarou.

O prefeito de Osasco vem sendo preparado para ser o candidato ao Palácio dos Bandeirantes se não emplacar a candidatura do ex-ministro Antonio Palocci ou da aliança com o PSB que abriria as portas para o ex-governador Ciro Gomes disputar a eleição, defendida pelo ex-ministro José Dirceu.

Ontem, o prefeito de Osasco justificou o fato de o PT apostar em um nome não muito conhecido numa eleição majoritária para explicar o nome dele na sucessão. “O PT está passando por processo de substituição de lideranças e abrindo espaço a novas lideranças”, declarou Emídio de Souza.

Questionado sobre o fato de ser conhecido politicamente mais na Grande São Paulo e não no Interior do Estado, o prefeito disse que campanha eleitoral serve para divulgar o nome. Ele cita que o ex-governador Geraldo Alckmin foi prefeito de Pindamonhangaba antes de tornar-se liderança no PSDB estadual e depois nacional. “A própria ministra Dilmar Rousseff só agora está mais conhecida. As campanhas servem para percorrer o Estado e mostrar o trabalho. Isso não é o empecilho”, disse o prefeito de Osasco.

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