Quem diria! Para parar de gastar, o então bancário Francisco Cesar Tiengo decidiu vender batatinha frita no Parque Vitória Régia. Atualmente, o negócio é garantia de conforto à família. Se por um lado exige dedicação do empresário, por outro lhe garante mais qualidade de vida. “A gente que faz o horário”, comenta.
Atualmente, não é raro receber a visita de clientes que freqüentam o ponto há 20 anos. Para ter público fiel, tem a qualidade como diferencial, explica. Ele próprio consome seu produto quase que diariamente. Sem muito dinheiro para abrir seu negócio, inicialmente, ele próprio montou um fatiador de batatas. “Tem que estudar, saber onde vai montar, analisar mercado, ver o lugar”, recomenda.
Necessidade ou oportunidade
A pessoa pode tornar-se empreendedora por necessidade ou por oportunidade, explica Maria José Conde Cortez, psicóloga organizacional que presta serviço para o Sebrae, Senai e Senac. De acordo com ela, uma pesquisa realizada no ano passado mostra em ascendência aqueles que abrem as portas por enxergarem no negócio uma boa oportunidade.
“Para cada empreendedor que empreende por necessidade, existem dois por oportunidade. Na primeira pesquisa feita, o Brasil era o quarto país empreendedor. Mas era por necessidade. Agora está em sétimo, mas por oportunidade”, comenta. Para ela, trata-se de um salto qualitativo.