Apenas nos cinco primeiros meses deste ano, 729 empresas foram abertas em Bauru. “As pessoas continuam a todo vapor abrindo empresas”, admite Paulo Roberto Martinello, da Jucesp Regional Bauru. Pelos números, ele ressalta que, em média, cinco empresas são abertas por dia na cidade, contra 1,5 que fecha. Independentemente do movimento (nascimento ou morte), muitas delas são resultado da crise.
“Demora para dar retorno. São anos de investimento. Se não fizer o investimento com os pés no chão, com sobra de capital de giro, fatalmente vai nascer morto”, comenta. Martinello já faz o alerta quando é procurado em sua empresa por quem deseja abrir um negócio.
Pesquisa do Sebrae mostra que 27% das empresas paulistas fecharam em seu 1º ano de atividade, segundo dados de 2005. Em 2001, o percentual era bem maior, 64%.
De acordo com estudo enviado pela assessoria de imprensa, a taxa de mortalidade empresarial está em queda nos últimos dez anos.
A pesquisa aponta como principais causas do insucesso o comportamento empreendedor pouco desenvolvido, a falta de planejamento prévio, gestão deficiente do negócio, insuficiência de políticas de apoio, flutuações na conjuntura econômica e problemas pessoais dos proprietários.
Ainda segundo o livro “10 anos de monitoramento de sobrevivência e mortalidade de empresas”, cerca de 78% dos empreendedores que encerraram o seu negócio perderam parte ou todo recurso investido e apenas 23% recuperaram tudo. Mas o fechamento do negócio não significa necessariamente o abandono do espírito empreendedor.
Após o encerramento, 24% tornaram-se autônomos, 24% conseguiram um novo emprego com carteira assinada (CLT), 8% tornaram-se empregados sem carteira e 2% aposentaram. Outros 21% voltaram a ser empresários.