Internacional

Recontagem parcial


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Teerã - O mais alto corpo legislativo do Irã afirmou ontem que está pronto para recontar um décimo dos votos da contestada eleição presidencial. A polícia alertou que lidará firmemente com qualquer manifestação nas ruas do país sobre a votação de 12 de junho. Um partido reformista cancelou uma série de protestos planejados para ontem.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse aos chefes dos manifestantes que eles serão responsáveis pelo derramamento de sangue caso continuassem com os comícios contra o resultado da eleição, que segundo ele foi vencida de forma justa pelo atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

O candidato derrotado Mirhossein Mousavi, cujos eleitores realizaram grandes protestos não autorizados em pelo país na semana passada, exigiu uma anulação completa dos votos.

O Conselho Guardião de 12 membros, que deve se certificar dos resultados da eleição, anunciou planos para uma recontagem parcial. “Apesar do Conselho Guardião não ser legalmente obrigado (...), estamos prontos para recontar 10% das urnas aleatoriamente escolhidas na presença de representantes dos três candidatos derrotados”, afirmou um porta-voz do conselho.

O conselho convidou Lousavi, Karoubi e Mohsen Rezaie para apresentarem suas queixas em uma sessão especial. Mas somente Rezaie, ex comandante da Guarda Revolucionária, atendeu ao convite.

A mídia estatal publicou sete ou oito mortes em situação de insegurança desde que o resultado da eleição foi anunciado em 13 de junho.

Khamenei pediu calma em seu país, um grande exportador de petróleo envolvido em uma disputa com potenciais mundiais sobre seu programa nuclear, que o ocidente suspeita que possa ser usado para fabricar bombas. Teerã afirma que seu trabalho nuclear é pacífico para geração de energia.

O resultado da eleição mostrou que o candidato Mirhossei Mousavi obteve 34% dos votos contra os quase 63% de Ahmadinejad.

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