Polícia

PF detém chineses ilegais em Bauru

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Cinco imigrantes chineses que entraram ilegalmente no Brasil foram surpreendidos pelo Policiamento Rodoviário na madrugada de ontem, em Bauru. De acordo com informações da Polícia Federal (PF), os estrangeiros não tinham autorização para permanecer no Brasil e foram notificados a deixar o País nos próximos dias. Os brasileiros que os acompanhavam foram indiciados por introdução de imigrantes ilegais no País e responderão em liberdade pelo crime.

Era pouco antes das 4h30 quando o Golf onde estavam os cinco imigrantes e dois brasileiros recebeu ordem de parada na Base Operacional de Bauru do Policiamento Rodoviário, na altura do quilômetro 338 da rodovia Marechal Rondon. Os policiais solicitaram os documentos dos passageiros e verificaram que os chineses não possuíam documentação para estarem no Brasil.

No carro ainda foi encontrado um rádio comunicador. Os brasileiros informaram que o aparelho era usado para se comunicar com um outro veículo que viajava junto com eles, mas que parou aproximadamente 20 quilômetros antes de Bauru porque um dos pneus furou.

Os policiais encontraram o segundo carro, uma Blazer, no pátio de um posto de serviços na Marechal Rondon. O condutor informou que seguia de Campo Grande (MS) a São Paulo. Tanto ele, quanto os outros brasileiros e os chineses foram levados para a Delegacia da Polícia Federal de Bauru.

Na PF, foi apurado que os imigrantes chegaram à América do Sul pelo Equador e entraram no Brasil pelo Mato Grosso do Sul. O destino final dos asiáticos era a capital paulista. Os brasileiros, naturais de Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS) e Ribeiro Neto (BA), foram autuados por crime de introdução clandestina de imigrantes no País, cuja pena prevista é de um a três anos de reclusão. Eles foram ouvidos e responderão em liberdade.

Os chineses Ruan Pengfei, Li Zizheng, Huang Xianzhong, Xu Haiyan e Hon Shian também foram ouvidos e, por terem entrado no Brasil sem autorização, foram notificados pelo delegado Emanuel Ferreira de Almeida a deixar o País nos próximos dias. O prazo normalmente estipulado é de três a oito dias para que saiam do Brasil.

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