Em visita a Bauru, sua cidade natal, o prefeito de Porto Ferreira, Maurício Sponton Rasi (PT), 40 anos, afirmou, na última sexta-feira que os dois municípios vivem processos parecidos. Bauru enfrentou o descrédito da população com a política com a cassação de prefeito e Porto enfrentou o mesmo problema com o escândalo de corrupção de menores e abuso sexual envolvendo vereadores da cidade.
“Bauru viveu um processo muito parecido com Porto Ferreira. De desmando, de desordem político-administrativa. Agora, é um processo de reencontro. Já me encontrei com o Agostinho e a Estela em Brasília e São Paulo. O que percebo é que eles estão lutando”, diz o chefe do Executivo, que entrou para a política em 2004. Antes, porém, foi delegado de polícia e atuou na investigação do escândalo.
A entrada na política veio por meio do âmbito social. “Em Porto, fui presidente do Conselho Municipal de Entorpecente, fundador da Casa do Abrigo, que é uma ONG voltada ao atendimento de criança e adolescente em situação de risco, em medida protetiva e em conflito com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Depois, o processo de desgaste político e da imagem da cidade, aliado ao meu envolvimento na área da cidadania, que eu já vinha travando, fez com que eu disputasse a eleição. Foi uma somatória de fatores”, afirma.
Rasi deixou Bauru aos 21 anos. Aos 18 anos, já havia ingressado no Grupo de Operações Especiais da Polícia, onde ocupou o cargo de escrivão. No final de 1992, o prefeito foi enviado para Porto Ferreira como delegado. Após atuar na investigação de casos como o da denúncia de corrupção de menores e abuso sexual envolvendo 22 pessoas, entre empresários, comerciantes e oito vereadores de Porto Ferreira, Rasi resolveu se dedicar às causas da cidade. “Implementamos uma série de ações. Construímos o plano diretor e estamos sempre buscando recursos.” Um dos desafios de seu segundo mandato como chefe do Executivo é o saneamento são a vocação econômica do município.