Esportes

Tênis

Por Texto: Gabriel Pelosi | Consultor: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

Copa Claudio Sacomandi 1

Terminou, no último domingo, no BTC (sede de campo), a 10ª Copa Claudio Sacomandi de Tênis com a participação de 130 jogadores. Número não muito expressivo se comparado com a edição de 2008, quando 280 tenistas se inscreveram. Na verdade, a quantidade de participantes, em torneios estaduais e mesmo em nacionais em todas as cidades, caiu assustadoramente. Talvez em decorrência das altas taxas praticadas pela Federação Paulista e Confederação Brasileira de Tênis a título de anuidade e inscrições dos tenistas nos torneios, aliados aos custos de viagens. Pode ser também que os tenistas e seus pais tenham se dado conta de que pouco vale a posição no ranking (não existe um reconhecimento por parte das Federações e Confederação) a não ser pela satisfação pessoal imediata, pois depois de experimentadas as sensações de ser bem ranqueado percebem que nada muda em suas vidas. Jogar um grande número de torneios apenas para estar bem no ranking é coisa do passado.

Copa Claudio Sacomandi 2

Os bauruenses que mais se destacaram foram: Daniel Bustamante, vice-campeão 16MA, Rafael B. Bueno, vice-campeão 16MC, Fernando Toledo, campeão 45/49B, Victor Crivelli, vice-campeão 45/49B, Carlos Salzedas (Projeto-Imobiliária), campeão 50/54B. Guilherme Destefani, Pedro Scocuglia e Isadora Busch não participaram por estarem em torneio nacional.

Professor na Itália

O bauruense Nicanor A. Silva Jr., hoje residindo em Milão (Itália), depois de dois anos de dedicação, recebeu recentemente das mãos do Presidente da Associação Lombarda de Tênis, Nino Titone, o diploma a que fez jus: o de professor de tênis pela Federação Italiana de Tênis.

Brasileiro em Wimbledon

Se a desistência do atual número 1 do mundo Rafael Nadal (com problemas no joelho) no Torneio de Wimbledon deixou muita gente triste, pelo menos trouxe uma boa notícia para o tênis brasileiro, pois garantiu a presença de pelo menos um tenista no Torneio. Tiago perdeu na última rodada do qualifiyng de Wimbledon para o alemão Alexander Peya e em razão de seu ranking era o primeiro jogador a entrar na chave, caso alguém desistisse antes da primeira rodada (lucky-loser). E o brasileiro entrou justamente na vaga deixada por Nadal, mas não no topo da chave (lugar do cabeça de chave 1), onde estava Nadal, pois os organizadores fizeram algumas alterações na chave em decorrência da desistência do principal favorito. Tiago, que dias atrás anunciou que voltou a ser treinado pelo bauruense Edvaldo Oliveira (em Rio Preto), estréia hoje contra o romeno Andrei Pavel.

Liderança ameaçada

Não defender seu título em Wimbledon em 2009 pode custar a Rafael Nadal a liderança do ranking mundial. O suíço Roger Federer, atual 2º do mundo, pode ser novamente o número 1 do mundo (posição que perdeu para Nadal em agosto do ano passado), basta que vença Wimbledon em 2009. Nadal tem hoje 12.735 pontos e perderá 2 mil com a não participação no Torneio inglês, diminuindo para 10.735. Federer defende 1400 pontos pelo vice do ano passado e passaria a ter 11.220, caso vença esse ano.,

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• Dica

O jogo está empatado e você consegue quebrar o saque do adversário, e não quer que ele quebre o seu logo em seguida. Para se precaver disso é importante que: 1- Logo que sacar depois de quebrá-lo, tome um tempo extra para pensar em como vencer o primeiro ponto do game. Por menor que isso possa parecer, começar o game na frente só faz aumentar a confiança. 2- Não diminua sua intensidade. Pode ser que conseguiu a quebra por ter vencido os pontos jogando ofensivamente, e não apenas esperando o erro do adversário. 3- Não fuja de sua estratégia e force o adversário a elevar o nível de jogo para conseguir empatar o placar. Essa atitude pode custar (a ele) alguns erros. 4-Dupla falta deve ser evitada a qualquer custo, e fique atento a erros não forçados. 5- Apesar da cautela, vá para as bolas (vencedoras) quando tiver oportunidade, mas não se apresse para terminar o ponto. Você pode aceitar erro de execução, não erro de decisão.

• Curiosidade 1

Roger Federer é para muitos um tenista perfeito e o melhor de todos os tempos. Mas, em entrevista ainda em Paris, após vencer Roland Garros, foi perguntado quais os golpes um jogador teria que ter para ser imbatível e respondeu: Saque do americano Andy Roddick, ‘backhand’ (esquerda) do argentino David Nalbandian, ‘forehand’ (direita para destros) do espanhol Rafael Nadal, garra do australiano Lleiton Hewitt. Quanto ao voleio, disse que hoje não há tantos voleadores, mas se pudesse escolher teria sido o do Stefan Edberg (Suecia), Patrick Rafter (Austrália) ou do ingles Tim Henman. A parte mental, Federer escolheria a do Nadal. Detalhe: o repórter o alertou que não valia escolher um golpe seu.

• Curiosidade 2

Desde o início da ‘Era Profissional’ do tênis em 1968, a não participação do espanhol Nadal em Wimbledon será a quinta vez que o campeão do ano anterior não volta para defender seu título. E também a primeira vez, desde Gustavo Kuerten, em 2001, que o número 1 do mundo reinante não joga no Torneio.

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