Regional

Livro de memória histórica conta passeios por Botucatu

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - Um livro escrito pelo presidente do Centro Cultural e secretário de Descentralização e Participação de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), João Carlos Figueiroa, promete proporcionar uma autovisita aos centros, administrativo, histórico primordial e contemporâneo.

A obra é uma coletânea de textos e imagens do patrimônio arquitetônico e está dividida em três roteiros, explica o autor. “Organizei roteiros que possibilitam a qualquer pessoa fazer a visita sendo seu próprio guia. O centro histórico contemporâneo é a esplanada das escolas, o primeiro que eu escrevi. Depois fiz o primordial onde a cidade começou, ou o mais antigo e enumerei todos os imóveis que sobraram da época. O administrativo que foi onde teve a primeira casa da câmara e cadeia, praça do bosque.”

O autor explica que “Passeios da Memória” é um passo a passo para se conhecer os imóveis da cidade. “Agrupei em um mesmo espaço, três roteiros. O turista, pode conhecer a história do imóvel, ver as fotos e depois eu listo o que ver naquele imóvel.”

Um bom exemplo, segundo Figueiroa, é o antigo grupo escolar Cardoso de Almeida, o mais antigo imóvel público. “Ele foi criado em 1895. A edificação do prédio é de 1897. O imóvel está em processo de tombamento pelo Condephat.”

No local, o visitante poderá fazer um retrocesso na história e ver, por exemplo, a configuração das classes de aula. “Ao ingressar nele, o visitante poderá ver os vitrais, as escadarias, a configuração das classes. A classe do andar de cima se transforma em duas classes quando se abre uma divisória sanfonada. O ambiente se transforma em um auditório. O prédio só pode ser visitado no período escolar. A visita nos finais de semana ainda não está estruturada.”

O único imóvel tombado da cidade, é majestoso, na opinião do autor da obra. “A escola estadual Cardoso de Almeida que, embora tenha o mesmo nome do grupo escolar, é outra escola. O salão nobre o acabamento arquitetônico do teto, os adereços da coluna, revestimento interno são itens sem comparação.”

O imóvel construído em 1916 tem um anfiteatro, com acesso por elevador, utilizado para aulas de ciências naturais, projeções de filmes à época. “Em 1970, o prédio foi restaurado e o subsolo se tornou habitável. Tranformou-se em um espaço para exposições, com tijolo aparente.”

A escola, chamada carinhosamente de “Cardosinho” foi uma obra do escritório Ramos de Azevedo. “O projeto é do arquiteto francês Viktor Dubugras. Ele aplicou o estilo neogótico e neoromânico em sua concepção. Estilo que ele abandonou. Ele também projetou a estação rodoviária de Mairinque já inteiramente no estilo modernista.”

O livro destaca ainda a Escola Técnica Industrial. “Tem a maquete guardada. As escadarias e os corredores são obras arquitetônicas que valem a pena ver. O consulado português, um edifício construído no estilo neoclássico cheio de adereços, colunas com uma série de artifícios da arquitetura da época. É de 1901”.

Comentários

Comentários