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Fraturas em idoso viram questão de saúde pública

Por Ricardo Santana | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

As fraturas em idosos já são consideradas uma questão de saúde pública pelo governo estadual. Os dados da Secretaria Estadual de Saúde justificam os cuidados redobrados de quem lida no dia-a-dia com pessoas que têm mais de 60 anos. De acordo com a secretaria, no ano passado, cerca de 10 mil idosos foram internados somente no Estado de São Paulo com fraturas de fêmur em decorrência de queda. A avaliação é que cerca de 30% dos três milhões de idosos paulistas sofrem quedas ao menos uma vez por ano. Hoje é o Dia Mundial de Prevenção de Quedas.

Em 2008, mais de 20 mil idosos foram internados no Estado em decorrência de quedas. Entre as vítimas estão dona Cecília Moreno Barbosa, 79 anos, que há um ano e dois meses passou por uma cirurgia no braço esquerdo devido a um tombo que lhe rendeu fratura. “Tem dia que ainda dói. Não posso carregar peso porque dói”, conta.

A expressão carregada da senhora ao falar do trauma próximo ao punho corresponde à dimensão do problema. Cecília conta que a queda foi provocada por um buraco “invisível” que a jogou no chão. Ela reside na Vila Vicentina há anos. Em um domingo de abril do ano passado, havia ido à igreja. Comprou um objeto artesanal em uma banquinha e foi buscar o dinheiro para pagar a aquisição. No caminho de retorno à banca, afundou o pé em um buraco. Ela foi internada no domingo, na quarta passou por uma cirurgia e na quinta-feira retornou para o asilo.

A condição física de um idoso é bastante diferente de uma pessoa que desfruta de total mobilidade física. A pessoa com mais de 60 anos e os responsáveis pelos cuidados ao idoso precisam estar conscientes da necessidade de precauções básicas. Na Vila Vicentina, dona Cecília desfruta de um banheiro em seu quarto com corrimão para facilitar sua locomoção. O tapete é do tipo antiderrapante. Entre os pavilhões há corrimão para faciliatar a locomoção. São equipamentos que dão autonomia e segurança aos idosos.

A enfermeira Regiane Deo Ricci, da Vila Vicentina, alerta que, além do suporte de arquitetura, as pessoas que convivem diariamente com os idosos devem estar o tempo todo em alerta e chamando a atenção dos velhinhos para que não se descuidem.

A coordenadora de projetos da Fundação Toledo (Fundato), Andréia Ferreguti, explica que a prevenção é responsável pela baixa incidência de acidentes com os participantes do grupo de idosos. Aos sábados, a Fundato desenvolve um trabalho socioeducativo com 50 idosos. Eles recebem diversos estímulos, inclusive para a prevenção de quedas, entre outros cuidados.

A Fundato ainda trabalha com 30 pessoas da região do Parque Jaraguá, no Centro de Convivência do Idoso. A violência contra o idoso é tratada pelo Centro Integrado de Atenção a Vítimas de Violência (Ciavi).

Para marcar o Dia Mundial de Prevenção de Quedas, comemorado hoje, a Secretaria de Estado da Saúde promove a Semana Mundial de Prevenção às Quedas de Idosos. A pasta estadual realiza hoje, em São Paulo, diversas atividades e palestras, no Memorial da América Latina. A Secretaria de Estado da Educação participará do evento que é coordenado pelo Plano Estadual para a Pessoa Idosa (Futuridade). São envolvidos 70 parceiros, entre secretarias estaduais, municipais, autarquias, universidades e outros. ,

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Além das recomendações

A Secretaria de Estado da Educação também atua na política das necessidades do idoso. As escolas estaduais inserem o tema na grade curricular, inclusive, na questão da inclusão digital. De acordo com dados da secretaria, o Programa Escola da Família envolve 112 mil idosos em ações culturais, esportivas e educativas.

Homens e mulheres com mais de 60 anos freqüentam os cursos de informática e alfabetização, participam de jogos de xadrez, tênis de mesa e voleibol e estão matriculados nas aulas de artesanato e pintura, em diferentes escolas da rede estadual de ensino.

O Programa Escola da Família abre as portas das escolas estaduais à comunidade durante os finais de semana.

As unidades são usadas como centros de convivência para a população que mora nas imediações da escola.

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