Piratininga - Seis homens encapuzados e armados de revólver invadiram a Fazenda São Pedro, na zona rural de Piratininga (13 quilômetros de Bauru), na noite de anteontem, para roubar 102 caixas de herbicida da propriedade da Duratex, onde há cultivo de eucalipto. Na ação criminosa, eles fizeram reféns os funcionários e seus familiares por algumas horas. Os ladrões fugiram em um caminhão da empresa. O prejuízo estimado é de R$ 40 mil (R$ 20 mil apenas no roubo dos fertilizantes agrícolas), mas o valor oficial não foi divulgado.
O capitão da Polícia Militar Válter Luíz Sales Gonçalves disse que o roubo ocorreu, por volta das 19h, quando o bando chegou armado à propriedade. O primeiro a ser tomado como refém foi um funcionário, que estava saindo da fazenda para ir à escola. Depois de rendê-lo, os ladrões foram até as duas casas onde dois funcionários residem com a família.
Duas mulheres e uma criança foram rendidas por dois encapuzados e mantidas em uma das casas. Enquanto isso, quatro assaltantes armados foram até o galpão onde armazenava os herbicidas com três funcionários.
As vítimas disseram ao capitão que, antes de serem trancadas no galpão, os ladrões exigiram que os funcionários ajudassem a carregar o caminhão com a carga roubada.
Além das ferramentas, que estavam no caminhão roubado (uma F4000 de cor branca placas DQS 9036 de Agudos), foram levadas 102 caixas de herbicidas com 20 litros cada uma. O produto químico era importado.
Os assaltantes permaneceram por cerca de quatro horas na fazenda. Antes de ir embora, trancaram os três funcionários no galpão. A PM foi acionada por Elaine Lucas Garijo, 32 anos, esposa de um dos funcionários.
Segundo o registro do boletim de ocorrência, com a fuga dos ladrões, Elaine saiu da casa, onde era mantida refém, e telefonou para a polícia por volta da meia-noite.
Os funcionários rendidos foram Gilberto Silveira da Costa, 41 anos, Evandro Carrenho, 34 anos, e Amauri Aparecido Rodrigues, 37 anos. De acordo com Gonçalves, a investigação do roubo é responsabilidade da Polícia Civil. A PM vai ajudar por meio do patrulhamento preventivo nas cidades da região.
“Tudo indica que seja uma quadrilha especializada neste setor. Os fatos levam a crer que os indivíduos podem ser de Agudos”, afirma.
Para o capitão da PM, a quadrilha deve tentar revender o herbicida no mercado negro, porque não tem como comprovar a procedência da mercadoria por ser roubada, mas a identificação do material não é difícil, porque as caixas são numeradas.
Um funcionário da fazenda, que estava na igreja na noite de segunda-feira, viu quando um caminhão da empresa passou pela cidade - a fazenda fica perto da área urbana. “Ele disse que achou estranho o caminhão passar naquele horário, mas não deu muita importância”, finaliza o capitão. Os autores do roubo fugiram com o caminhão carregado de herbicidas.