Tribuna do Leitor

Caixa-preta


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Enfim, a transparência já começa a virar regra no Senado Federal. A divulgação dos gastos dos “senhores” senadores com as verbas indenizatórias nos mostram coisas curiosas, ou melhor, exdrúxulas. Este “benefício” visa reembolsar despesas da atividade parlamentar, como aluguel de escritório político nos Estados, locomoção, alimentação e divulgação da atividade parlamentar, entre outros itens.

Marcelo Crivela e Paulo Duque, do Rio de Janeiro, tiveram ressarcimento de gastos em supermercado, lojas de departamento e em distribuidora de café. Paulo Duque, num único posto de gasolina na rua Senador Vergueiro, no Flamengo (RJ) gastou R$ 4 mil. O Senador José Agripino apresentou nota de R$ 810,00 de taxa de condomínio da residência de sua família en Natal, além de, coincidentemente, R$ 4 mil em uma só nota no posto de gasolina Flôr e Cia.

O Senador Efraim Morais gastou R$ 1.845,00 na churrascaria Sol e Brasa, na Paraíba. Já o Senador Antônio Magalhães Júnior gastou R$ 8 mil na empresa de Táxi Aéreo Abaeté. Fernando Collor de Mello gastou R$ 1.660,00 no restaurante Boka Loka, em Brasília, descumprindo a regra que proíbe gastos com alimentação em Brasília. Como se vê, mesmo com a transparência a bagunça continuará.

Fábio Tavares

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