Aproveitando o Seminário Regional de Defesa Civil, iniciado ontem em Bauru na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e que segue hoje, o prefeito Rodrigo Agostinho, que abriu o evento, entregou duas solicitações ao secretário-Chefe da Casa Militar e coordenador Estadual de Defesa Civil, coronel Luiz Massao Kita. Uma delas é a recuperação do viaduto Mauá que liga a avenida Pedro de Toledo à Vila Falcão, que está interditado desde setembro do ano passado por causa de problemas estruturais.
A interdição, atinge, pelos cálculos da prefeitura, diretamente 80 mil pessoas e prejudica o acesso a escolas, hospitais, pronto-socorro, creches e universidades. Além disso, causa lentidão no trânsito inclusive no Centro da cidade, que nos horários de pico supera 1.500 veículos por hora. A execução da reforma pela Defesa Civil ocorreria após a liberação de laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em fase de elaboração.
De acordo com o major Mauro Ricciarelli, sub-diretor do Departamento Estadual de Defesa Civil, uma equipe técnica deverá se deslocar a Bauru nas próximas semanas para avaliar se as obras de recuperação podem ser assumidas pelo órgão. “Nós sabemos que é um caso urgente em razão da precariedade em que o viaduto se encontra. Mas é preciso uma análise minuciosa para saber se, de fato, essas são obras da Defesa Civil”, pondera o major. Caso a pasta não assuma a reforma, a solicitação do prefeito será encaminhada à Casa Civil, para determinar a tarefa a uma outra secretaria de Estado.
Rodrigo também pediu à Defesa Civil a liberação de recursos para a construção de nova ponte sobre o rio Batalha no local conhecido como ponte do Matozinho, que é de importância vital para o desenvolvimento rural do município e que se encontra danificada e interditada por sucessivas enchentes.
A ponte faz ligação com várias propriedades rurais e atende uma área de produção de hortifrutigranjeiros, além de servir como passagem de ônibus escolar e acesso à rodovia Bauru-Marília, não havendo outra alternativa para a região a não ser a transposição do rio Batalha. A ponte de concreto está orçada em R$ 400 mil e beneficiaria mais de 500 propriedades dos municípios de Bauru, Piratininga e Duartina, além de facilitar acesso e manutenção dos trilhos da América Latina Logística (ALL).
Tanto Rodrigo quanto o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, receberam o diploma “Amigo da Defesa Civil”, certificado de destaque em ações de Defesa Civil, das mãos do coronel Kita. Também estiveram presentes na abertura do evento o major José Guerra, comandante do CPI-4; capitão-de-fragata Marco Antonio Dutra Janino, o coordenador regional de Defesa Civil, capitão Rogério Gago, tenente-coronel do 4º BMPI Benedito Roberto Meira, além de prefeitos e coordenadores das 39 cidades da região.
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Municípios comparecem
Com auditório lotado, repleto de autoridades civis e militares, representantes de 39 municípios da região de Bauru, além de integrantes do setor privado e público, a Defesa Civil abriu ontem seminário na OAB.
Motivado principalmente pelo tema “mudanças climáticas”, responsável por inúmeros fenômenos naturais, o encontro visa incentivar a instalação da Defesa Civil no maior número de cidades possível.
O secretário-Chefe da Casa Militar e coordenador Estadual de Defesa Civil, coronel Luiz Massao Kita, enalteceu o comparecimento ao seminário. A região difere de parâmetros gerais, segundo ele. “Desde o ano passado, em todo o Estado, fizemos duas reuniões com prefeitos e apenas 20% compareceram”, lamenta o oficial.
“É exatamente o número de Conselhos Municipais de Defesa Civil (Condecs) atuantes”, observa, ao citar como exemplo a recente catástrofe provocada pelas chuvas em Santa Catarina, no final de 2008. Conforme o chefe da Casa Militar, percentualmente, esse contigente se assemelha à quantidade de municípios agrupados pela Defesa Civil no Estado da região Sul. “Daí a gente deduz porque morreu tanta gente sem necessidade”, relaciona.
Satisfeito com a boa adesão na região, o major Mauro Ricciarelli, sub-diretor do Departamento Estadual de Defesa Civil, detalha que, nos dois dias de congresso, representantes das cidades no entorno de Bauru farão um estudo técnico para a viabilização do órgão nos respectivos municípios. “Os prefeitos (na região) estão sensibilizados com nosso apelo”, elogia Ricciarelli.
Entre as propostas preventivas apresentadas no seminário, que também conta com apontamentos de técnicos e da Defesa Civil e de representantes do Instituto Geológico e da Somar Meteorologia, o major destacou um programa empreendido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em Cabrália Paulista.
“Lá é desenvolvido um sistema de alerta no auxílio a prevenção aos danos sobre catástrofes naturais. Atualmente, é possível prever os fenômenos em torno de 24h antes. Esse novo sistema propiciaria uma antecipação mínima de 48h”, observa o major.