Turismo

Maceió

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Faltando apenas uma semana para as férias de inverno, nada melhor do que fechar com seu agente uma viagem para a família toda para Maceió. A CVC acaba de anunciar o Super Feirão que reduz os preços de seu pacote de oito dias para lá de R$ 1.198,00 para R$ 858,00. Uma nova chance para quem quer fugir do frio e curtir essa cidade abençoada por Nossa Senhora dos Prazeres. Que oferece inúmeros: na praia, nas lagoas, no histórico bairro de Jaguará, no centro, onde a cultura popular é um eterno prazer.

Se você perguntar para dez pessoas que foram a Maceió se pretendem, em breve, para lá voltar, tenha certeza que 99,9% vão dizer que sim. Impossível não voltar de lá falando bem da cidade que oferece segurança, praias despoluídas, um calçadão limpinho e recém-remodelado, shoppings centers para paulista algum reclamar, comida boa e barata e um leque de passeios muito próximos.

O dia amanhece bem cedo por lá. Às 5, da manhã já se ouvem os sons de gente transitando pela avenida Beira-Mar. O cheiro da tapioca quentinha, das frutas típicas que estão sendo espremidas para o caprichado café da manhã e aquela brisa que ameniza o calor e o deixa na medida exata, é um convite para pular da cama.

Mesmo os mais sedentários colocam a bermuda e o tênis e saem como velhos maratonistas a caminhar. Sorridentes, respitando o ar puro e se extasiando com esse lugar que é um convite para muitas e felizes luas-de-mel. Ou botas de diamante.

Stella Maris e o banho de loja

A orla está com novos ares. Prova de que tudo está conjugando a favor dos visitantes. Quem esteve há dois anos, em Maceió, por exemplo, vai ficar de queixo caído com o banho de loja por que passou. Surgiu o Passeio Stella Maris, com lojas de grife; a antiga feirinha de artesanato de Jatiúca deu lugar para novos restaurantes e boulevares e o calçadão da Pajuçara está parecendo coisa de americano. Planejadíssimo.

O gostoso de Maceió, além, claro, de seu mar azul-turquesa é a tranqüilidade. Você pode deixar os filhos no hotel, o marido pedalando e sair para comprinhas básicas.

Sem medo de assalto, sem preocupação com o trânsito, sem hora para voltar. Os táxis são baratíssimos. Da Ponte Verde, de Jatiúca ou mesmo de Stella Maris até o centro não são desembolsados mais que R$ 10,00. Uma corrida da feirinha da Pajuçara até Cruz das Almas sai em torno de R$ 6,00. Valor quase da bandeirada inicial em São Paulo.

O Mercado São José

Para quem curte os sabores do lugar, a dica é ir até o Mercado São José, que de longe exala um cheiro mágico de temperos, de carnes, de farinhas.

Ele fica no final daquela feira mostrada por Maurício Kubursly, no “Fantástico”, montada sobre a linha férrea. São inúmeras barracas que somem e retornam a cada apito do trem. Pode? Pode sim em se tratando de Nordeste, um lugar que abraça os visitantes e que jamais é esquecido.

____________________

Ares bucólicos

A jornalista Nide Lins tem a definição certa do lugar: “Uma cidade com ares de urbana e, ao mesmo tempo, bucólica. Seu mar repleto de jangadas mescla o azul-turquesa e o verde-esmeralda e suas belas praias exibem coqueiros ao vento”.

Para conhecê-la o conselho é fazer como seus habitantes: caminhar, pedalar ou passear de carro por sua orla urbanizada que vai do Pontal da Barra até Cruz das Almas. Dando uma paradinha - viu bichinho - para tomar água-de-coco, saborear sorvetes de mangaba, cajá e graviola, provar tapioca (iguaria indígena servida com os mais variados recheios) e admirar a beleza das ondas que vem e vão, deixando todo mundo calminho, calminho. Sem ter que pescar.

Aliás, se você é pescador e quer ver peixinhos no mar, vá, cedinho, para a orla de Pajuçara. É dali que partem as famosas e coloridas jangadas rumo às piscinas naturais.

Comentários

Comentários