Racismo: basta
Temos de lamentar o que aconteceu no estádio do Mineirão, na quarta-feira, quando o Cruzeiro venceu o Grêmio pela Libertadores. São muitos os casos de racismo no futebol e no Brasil isso já aconteceu diversas vezes, inclusive na Libertadores, envolvendo uma equipe brasileira e outra argentina, quando o então são-paulino Grafite acusou o zagueiro Desábato, de tê-lo “ofendido”.
Isso tem de acabar no esporte, pois não há espaço para manifestações desse tipo. O esporte existe exatamente para acabar ou diminuir ao máximo as diferenças entre os seres humanos. É preciso saber se o argentino Máxi López ofendeu mesmo o cruzeirense Elicarlos e, se isso, de fato, ocorreu, ele deve se retratar, mas também ser punido pelo Grêmio e pela Confederação Sul-Americana de Futebol, que já puniu muitos jogadores por mau comportamento, como Héctor Reynoso, do Chivas, que tossiu e cuspiu num adversário durante uma partida pela Copa Libertadores.
Faz parte do jogo trocar farpas e provocar um adversário, mas desrespeitar e partir para o racismo quando as coisas não vão bem para o time, é algo inaceitável.
Incentivo
O torcedor do Grêmio faz sua parte, apoiando o atacante Máxi López, mas se ficar provado que ele chamou Elicarlos de macaco, os mesmos têm de pedir uma punição ao jogador.
Reforço
O chileno Figueroa chegou ao Palmeiras com fama de bom jogador e trabalhará muito nos próximos dias para ser titular de Vanderlei Luxemburgo. No dia da apresentação, havia imprensa brasileira e chilena e todos apostam que o atleta poderá, sim, seguir os passos de Valdívia no Verdão.
Acontece
A eliminação da Espanha na Copa das Confederações não significa que a Fúria não está entre as melhores seleções do mundo, mas também serve para que os jogadores abram os olhos, pois a Copa do Mundo não tolera apenas exibições regulares.
Emoção
Até Joel Santana se emocionou com a execução do hino sul-africano, antes da partida Brasil x África do Sul. Torcida e jogadores cantaram a plenos pulmões e merecem nossos aplausos. Isso deveria acontecer também no Brasil, pois muitos dos nossos atletas não sabem sequer a letra do hino.
F-1
A F-1 pode sair ganhando se Jean Todt for mesmo presidente da FIA nas eleições que ocorrerão em outubro deste ano. Trata-se de um homem sério, extremamente responsável e que tem gosto pela categoria.