Bauru está inserida nas principais frentes de investimentos do governo estadual. É o que destaca o secretário de Estado da Comunicação, Bruno Caetano, em entrevista durante visita que fez à sede do Jornal da Cidade, ontem à tarde. Caetano esteve ontem em Bauru em cumprimento a agenda de compromissos junto aos principais veículos de mídia do interior paulista.
Entre os investimentos destinados à cidade e região, destaca o secretário, que assumiu a pasta há cerca de dois anos, figura a construção da unidade baururense da Faculdade de Tecnologia (Fatec). “O ensino técnico é o que mais emprega”, defende. “É o ensino que vira emprego, como diz o governador José Serra”, credita, ao enfatizar que, em cada dez alunos de cursos técnicos, oito recebem o diploma já encaminhados profissionalmente. “Nossa meta é chegar a 52 Fatecs em todo o Estado. Atualmente são 48”, enumera.
Além da fatia relacionada ao ensino profissionalizante, a cidade também está inserida no plano de ampliação de unidades do modelo de atendimento clínico “Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). O programa, que visa agilizar a realização de consultas e exames, deve ser implantado em Bauru, afirma Caetano, até o final do ano. “Com uma forma rápida de atendimento, que desafoga hospitais, as AMEs seriam algo como um ‘Poupatempo’ da saúde”, compara.
Mesmo com os anunciados investimentos, tanto para a região como em outros setores do Estado, o secretário reconhece que o atual quadro de crise financeira comprometeu a arrecadação nos cofres públicos paulistas. Caetano contabiliza que, entre janeiro e maio deste ano, o recolhimento de tributos foi em torno de R$ 1,3 bilhão inferior ao mesmo período do ano passado.
“Apesar disso os investimentos em setores prioritários, como educação, saúde e segurança pública foram mantidos”, garante, apontando contenção de gastos em divisões internas do governo como forma de equalizar o orçamento. “Tivemos cortes (de despesas) em nossa própria secretaria, mas não nas frentes prioritárias”, ressalta.
Nota Fiscal
Caetano, na oportunidade, comemorou a boa adesão que a Nota Fiscal Paulista obtém desde a sua implantação, no segundo semestre do ano retrasado.
Mediante cadastro junto à Secretaria da Fazenda, a iniciativa reembolsa o consumidor em 30% do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pago na aquisição de produtos em diversos estabelecimentos, mediante exigência da Nota Fiscal e fornecimento do número do CPF do cliente. “Em primeiro lugar, a Nota Fiscal é uma questão de cidadania”, valoriza. “Quem não pede a nota, literalmente, ‘rasga’ dinheiro”, acentua o secretário, ao anunciar que o programa já beira a casa de cinco milhões de cadastros.