O Brasil pode conquistar, hoje, pela terceira vez o título da Copa das Confederações, um torneio criado pela Fifa nos anos 90 e que não é levado muito a sério pelas equipes européias. O adversário é a seleção dos Estados Unidos, sem nenhuma tradição no futebol mundial. O jogo vai ser disputado às 15h30, no Ellis Park Stadium, em Johannesburgo.
Firme no cargo, o técnico Dunga, campeão da Copa América de 2007, pode repetir a trajetória do Brasil antes do Mundial de 2006. Com Carlos Alberto Parreira, a seleção também venceu o torneio continental e a última edição da Copa das Confederações. Um empate leva a decisão para uma prorrogação de 30 minutos. Se nesse tempo extra persistir a igualdade, o campeão será conhecido após cobranças de pênaltis. Todos, público e atletas dos dois times, torcem para que nada disso seja necessário. Pois a temperatura em Johannesburgo cai rapidamente à noite e, com um pouco de vento, a sensação térmica é muito desagradável.
Os sul-africanos vão levar suas vuvuzelas (cornetas) para incentivar os brasileiros. Esperam uma final emocionante, com jogadas de efeito principalmente de Kaká e Robinho. Já Dunga, avesso a espetáculos, exige objetividade para alcançar o título. Ele vai levar a campo oito virtuais titulares da seleção no Mundial de 2010. As vagas em aberto estão na lateral direita, posição em que Maicon e Daniel Alves prometem uma disputa acirrada até o ano que vem; na lateral esquerda, hoje mais para André Santos; e no meio, com vantagem de Ramires sobre Elano.
“O Brasil não veio à África do Sul para passear. Nossa equipe entra em todas as competições com o objetivo de vencer”, declarou o treinador. O outro título da seleção brasileira é de 1997, quando a Copa das Confederações foi disputada na Arábia Saudita. Do lado norte-americano, o técnico Bob Bradley já se dá por satisfeito com a façanha de ter eliminado a poderosa Espanha na semifinal. Quer o título, mas sabe que um raio não cai duas vezes num mesmo lugar.