Regional

Conselho Municipal garante preservação de bens históricos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Com diversos casarões e prédios antigos, que revelam a riqueza histórica de Jaú (47 quilômetros de Bauru), o município criou, em 2003, um Conselho Municipal voltado para a preservação deste patrimônio. O Conppac/Jahu, formado por treze membros, já efetuou quatro tombamentos desde a sua implantação. Outros 492 imóveis foram inventariados pelo órgão, cada um deles com um grau específico de preservação.

O diretor do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú, o arquiteto Ricardo Dal’Bó, revela que a preservação do patrimônio histórico de Jaú está dividida em quatro escalas. “Se o bem tem algum caso memorável na história, ele passa a ter um grau mais alto, explica. “O grau um é o grau máximo, onde a exigência para qualquer tipo de intervenção de reforma ou pintura é bem maior. São os imóveis efetivamente tombados, registrados no livro de tombo.”

Nesse grau, encontram-se a Igreja Matriz, um armazém ferroviário situado próximo à Estação Rodoviária, o hidroavião Jaú e uma série de palmeiras seculares localizadas na entrada da antiga Fazenda Maria Luiza. De acordo com Dal’Bó, estão em processo de tombamento o Jaú Clube, projetado por Ramos de Azevedo, e um complexo que inclui a Santa Casa, a Delegacia Seccional e uma Capela, todos do início do século XX.

Na segunda escala, afirma o diretor, todas as características externas do imóvel devem ser preservadas. “Em alguns casos, características internas como escadarias, pisos e pintura também”, diz. Já no grau três, destaca, há uma maleabilidade maior do Conselho. “É um imóvel que não tem uma característica marcante como no grau dois ou um, mas merece preservação, com a possibilidade de algumas alterações na fachada”, explica.

A escala quatro, segundo Dal’Bó, refere-se apenas ao registro documental do patrimônio histórico, com o levantamento do desenho da planta baixa do imóvel e a fotografia de todos os detalhes do prédio, incluindo sua fachada e a dos imóveis vizinhos. “Se o proprietário quiser mudá-lo, fica a cargo dele”.

O diretor explica que Jaú possui ainda três bens tombados pelo Condephaat, sem que houvesse um pedido formal do município para isso. Um deles é o Hidroavião Jaú, que foi restaurado e tombado pelo órgão. Na década de 80, as escolas Pádua Salles e Major Prado, ambas construídas no início do século XX, também foram restauradas e automaticamente tombadas pelo Condephaat. “E estava em processo de tombamento a Estação Rodoviária, que é um projeto do João Batista Vila Nova Artigas”, conta.

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