Tribuna do Leitor

Museu Ferroviário de Avaí


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Confesso perplexo com a reportagem no caderno JC Regional, 16/6, pág. 13, intitulada “Principal idealizador do museu de Avaí deve perder o cargo”, com texto da repórter Rita de Cássia Cornélio. Não conheço pessoalmente o diretor do museu ferroviário de Avaí, senhor Vivaldo Pitta, e ainda não tive a grata oportunidade de visitar esse museu que preserva a memória da extinta Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (EFNOB), de saudosa memória. Primeiramente, meus parabéns ao museólogo senhor Vivaldo Pitta, ferroviário aposentado da ex-NOB, idealizador do museu e dono do acervo de relíquias que empresta ao museu, que comprova o seu interesse e abnegação, contribuindo ainda, com parte do custo e manutenção do museu com contribuição do seu próprio bolso, conforme afirma a reportagem. Comporta registrar: “Museu é todo estabelecimento concebido para conservar, valorizar e, principalmente, expor, para a educação do público, coleções de objetos de interesse artístico, histórico, científico e técnico.

A reportagem informando sobre o impasse em que se encontra a existência do Museu Ferroviário de Avaí e a situação funcional do diretor e idealizador, Vivaldo Pitta, com seus destinos indefinidos, me levam a invocar a desativação aqui em Bauru, em 2004, do Instituto Histórico “Antonio Eufrásio de Toledo”, mantido pela Instituição Toledo de Ensino, e demissão de seu diretor, o ilustre jornalista, historiador bauruense e editor do suplemento Bauru Ilustrado, Luciano Dias Pires. Ainda, em fevereiro deste ano, mais outro fato triste. O Bauru Ilustrado n.º 391, anunciou a venda de painéis históricos com arrecadação beneficente, considerando a total falta de interesse quanto a um apoio para sua necessária conservação, bem como um incentivo a fim de que sejam expostos e um local definitivo, para guardar os 180 painéis (50x60 centímetros cada), fotografias que focalizam aspectos dos “melhores tempos” de Bauru. Inacreditável, Bauru sofreu esses dois fatos que demonstraram total desinteresse pela história da cidade e de sua gente. Agora é Avaí que enfrenta semelhante situação em manter o seu museu ferroviário da extinta NOB sem apoio ao museu e ao seu idealizador. Lamentável!

Rodolpho Pereira Lima – professor aposentado do magistério do Estado de São Paulo

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