• Doenças cardiovasculares
A Unidade de Hipertensão da Clínica de Nefrologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP seleciona homens e mulheres para participarem de estudo que objetiva a prevenção, avaliação e tratamento de doenças cardiovasculares, como enfarte e derrame. Serão incluídos no programa homens a partir de 55 anos de idade e mulheres a partir de 65 anos que apresentem algum fator de risco, como excesso de peso, tabagismo, histórico familiar de enfarte ou derrame e nível alto de açúcar no sangue. Os participantes passarão regularmente por avaliação médica, realizarão exames e receberão medicamentos por 72 meses. Pessoas com pressão alta ou diabética que fazem uso de medicamentos para controle das doenças não serão incluídos no estudo. Os interessados deverão ligar para os telefones: (11) 3069-7845 / 3069-7846 das 9h às 12h e das 14h às 17h.
• HC procura voluntários com depressão
O Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) está triando homens e mulheres de 18 a 55 anos, que apresentem depressão, para participarem de projeto de tratamento e estudo com estimulação magnética transcraniana (EMT). O indivíduo deve ter disponibilidade para vir ao IPq uma vez por semana, durante oito meses. As inscrições devem ser realizadas pelo telefone (11) 3069-8159. Mais informações: (11) 3069-8159.
• Tratamento odontológico
O Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade de Guarulhos (UnG), na Grande São Paulo, abriu inscrições para avaliação clínica e tratamento periodontal gratuito. A iniciativa oferece 120 vagas, divididas entre pacientes com diagnóstico de obesidade e diabetes. Os interessados devem se inscrever pelo telefone (11) 2464-1674. As inscrições serão aceitas até as vagas serem preenchidas. A periodontite é uma doença infecciosa causada por bactérias que acometem os tecidos periodontais responsáveis pelo suporte dos dentes (gengiva e osso alveolar). Entre os sintomas da patologia estão sangramento da gengiva, presença de cálculo dentário (tártaro), dentes moles e mau hálito. Pacientes obesos não precisam necessariamente apresentar tais sinais. Serviço - Clínica de Odontologia da UnG Ladeira Campos Sales, 10, Centro, Guarulhos, SP.
• Leucemia infantil pode ser tratada sem radioterapia
O tumor mais comum na infância, a leucemia linfoide aguda, pode ser curado sem radioterapia no crânio, utilizando apenas a quimioterapia. Esse é o resultado de uma pesquisa recém-publicada no “New England Journal of Medicine’’. A radioterapia já foi adotada como tratamento padrão no passado tanto para combater o câncer como para evitar a volta do tumor. Mas ela traz sérios efeitos colaterais, como o aumento do risco de surgimento de outros tumores, além de causar déficit cognitivo, comprometimento do crescimento e desequilíbrios hormonais.
• Leucemia - 2
Pesquisadores do St. Jude Children’s Research Hospital, nos Estados Unidos, acompanharam 498 pacientes durante sete anos e constataram que a quimioterapia elevou a taxa de cura nessas crianças para 90%, sem a necessidade de radioterapia. Segundo os autores, regimes mais efetivos de quimioterapia, inclusive introduzindo as drogas diretamente no liquor, podem substituir o uso da radiação. “Isso já vem sendo feito no Brasil’’, afirma o oncologista pediátrico Sidnei Epelman, do Hospital Sírio-Libanês e presidente da Tucca, associação para crianças e adolescentes com câncer. “Hoje a maioria desses pacientes já não passa por radioterapia pois temos critérios bem definidos para determinar quem precisa de radiação.’’
• Leucemia - 3
A tendência, segundo ele, é usar cada vez menos esse tratamento. Entre os fatores levados em conta para avaliar sua necessidade, estão a idade e o subtipo da doença. “Queremos curar sem deixar sequelas’’, diz Epelman. A cada ano surgem cerca de 2.000 novos casos de leucemia linfoide aguda em crianças e adolescentes no Brasil, principalmente na faixa dos 4 aos 11 anos.
• Vitamina A
Um estudo do Instituto de Medicina Integral Professor Fernandes Figueira, de Recife (PE), e da Universidade Federal de Pernambuco sugere que administrar vitamina A para mães no puerpério (após o parto) pode trazer benefícios para o recém nascido, prevenindo a hipovitaminose. De acordo com artigo que aguarda publicação em edição impressa da Revista de Saúde Pública, a vitamina A “é requerida continuamente pelo concepto durante a gestação. No entanto, estoques fetais desse micronutriente são habitualmente baixos ao nascimento, de modo que, para manter e acumular níveis orgânicos normais até que alimentos complementares forneçam suficientes quantidades adicionais de vitamina A, o recém-nascido passa a depender do leite materno, sobretudo o inicial (colostro), rico em vitamina A”, escrevem os autores.
• Mais vitamina
Caminha e colegas fizeram um levantamento bibliográfico em bases de dados científicas sobre estudos que avaliaram as concentrações de retinol no sangue e no leite materno em mulheres que receberam a vitamina A após o parto. Segundo os pesquisadores, então, ter níveis adequados de vitamina A no leite e no sangue seria um indicador de prevenção da hipovitaminose A nos bebês. Foram escolhidos 14 artigos em 115 revistas, publicados entre 1993 e 2007 e que mostravam os resultados obtidos com aplicações nas mães de três doses diferentes – 200.000, 300.000 e 400.000 UI de vitamina A – comparadas ao grupo controle.
• Testes
“Conclui-se que a administração de vitamina A em elevadas doses foi positiva em 82% dos ensaios com leite materno, mas menos notáveis em comparação ao sangue materno”, afirmam os pesquisadores no artigo. Além disso, eles não identificaram nos trabalhos pesquisados diferenças com relação às três posologias utilizadas.