JC Criança

Brincar também é fonte de aprendizado

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 4 min

Se você gosta de assistir a filmes com muita ação e adora os jogos eletrônicos, cheios de personagens fantásticos e que vivem muitas coisas divertidas, vai adorar viver suas próprias aventuras por meio de brincadeiras saudáveis e que permitem soltar a imaginação. Corre-corre, pega-pega, pipas, bolinhas de gude, esconde-esconde, polícia e ladrão, queima, passa anel, bicicleta, enfim, há uma infinidade de brincadeiras tradicionais que “fogem” dos modernos e pouco ativos jogos eletrônicos.

“Brincar sozinho é coisa chata”, diz Leonardo Silva Cândido, de 11 anos. Correr pelas ruas atrás de uma bola ou ficar em meio a um monte de carrinhos é uma diversão que, para o garoto, precisa ser compartilhada com os amigos.

A psicóloga escolar Vera Okubo explica que a criança que brinca com outras aprende a trabalhar suas emoções e a conviver melhor em sociedade quando se tornarem adultas. “A criança que não brinca, fatalmente terá problemas”, afirma.

O faz-de-conta estimula a fantasia e a criatividade e pode, ainda, ajudar a garotada a se desenvolver socialmente, já que essas brincadeiras são, na maioria das vezes, feitas em grupo. Isso aumenta e facilita o convívio com outras crianças, e até mesmo com adultos.

“Nós gostamos mesmo é de andar e correr de bicicleta em turminha”. A frase é compartilhada por Leonardo e os amigos Jonas Ricardo Margariso e Vítor Alexandre Cordeiro, também com 11 anos de idade. A imaginação deles não tem limites quando estão sobre duas rodas. Para eles, desvendar a vizinhança tem um sabor especial de aventura. Se sentem verdadeiros desbravadores.

A psicóloga explica que esse tipo de brincadeira, embora pareça simples, pode ser fonte de estímulo ao desenvolvimento. Fica aqui a dica. Brinque à vontade, pois é saudável e muito bom para o seu desenvolvimento social, emocional e físico!

Interação familiar

As brincadeiras tradicionais proporcionam um momento interessante entre você e sua família. Chame o papai, a mamãe ou seus irmãos para montarem, todos juntos, um quebra-cabeças ou para se divertir com um jogo da sua preferência. Tente conversar com eles para descobrir quais eram as brincadeiras preferidas dos mais velhos quando crianças. Peça que te ensinem a brincar.

De acordo com a psicóloga escolar Vera Okubo, no momento em que a criança brinca em casa, ela troca experiências vivenciadas, e isso permite que ela pratique a cooperação, o estabelecimento e cumprimento de regras, além de possibilitar o desenvolvimento social, afetivo e o raciocínio.

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Brincadeira na escola: sim, mas na hora certa!

Estudar, aprender e brincar! Essas são as respostas da maioria das crianças quando perguntadas sobre o que mais gostam de fazer quando estão na escola. Afinal, o brincar está sempre presente na escola. Claro que cada atividade precisa ter seu tempo certo, e você não pode extrapolar e querer brincar o tempo todo. Lembre-se sempre: a escola é lugar de aprendizado, e isso deve vir em primeiro lugar.

“A brincadeira pode e deve ser privilegiada no contexto educacional”, diz a psicóloga escolar Vera Okubo. Ela explica que quando a criança brinca, também aprende e se desenvolve melhor, além de ser um momento de diversão para a garotada.

Pular amarelinha e corda nos intervalos das aulas e até mesmo na aula de educação física são as brincadeiras preferidas de Ana Laura Tarcinalli e Vitória Luíza da Cruz. As duas têm 6 anos de idade e estudam na Escola Estadual João Pedro Fernandes. “Gostamos de brincar na escola porque temos um monte de amiguinhos juntos”, afirmam as pequenas.

Já para os agitados meninos Marcos Paulo de Paula, 7 anos, e seu amigo Rafael Amorin da Silva, também de 7 anos, jogar futebol e bolinhas de gude são a maior diversão quando não estão na sala de aula. Eles, que também estudam na João Pedro Fernandes, têm um intervalo diário de 20 minutos no qual dividem o tempo para a merenda e para as brincadeiras com os amigos.

A coordenadora pedagógica da escola, Rosália Sueli De Anna Rabelo de Paula, conta que o intervalo é pequeno, mas a garotada aproveita bastante e ainda tem as aulas de educação física para se divertir e se exercitar aprendendo.

Além da diversão

Você pode mostrar essa matéria para seu (sua) professor (a) e sugerir que façam algumas brincadeiras com a turma. Lembrando que o tempo, a hora e o lugar para elas serem desenvolvidas devem ser estipulados por ele (ou ela).

Brincadeiras com fantoches ajudam você a explorar e a desenvolver a criatividade. Já bonecas e carrinhos podem servir para o estímulo da dramatização, enquanto blocos de construção favorecem a descoberta de conceitos como tamanho, forma, quantidade, relações espaciais e noção de espaço, além da imaginação e criatividade.

Para o estímulo do raciocínio, concentração, desenvolvimento psicomotor, cooperação e socialização, nada melhor do que um quebra-cabeça. Brinque, aprenda e aproveite bem sua infância!

Imaginação

Brincando você pode ser o que quiser! Um herói dos quadrinhos, uma fada de uma história mágica ou aquele seu personagem favorito dos filmes ou dos desenhos animados.

O que vale na hora das brincadeiras é soltar a imaginação e se divertir. Caixas de sapato, potes, fitas, pedaços de tecido e de papel colorido, elásticos, enfim, objetos que iriam para o lixo, podem se tornar brinquedos criativos e baratos.

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