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NBB ou VBB?

André Luiz Pereira de Oliveira Pinto
| Tempo de leitura: 2 min

Como aficionado pelo basquete, acompanhei a temporada do Bauru Basketball Team e após sua eliminação continuei seguindo o campeonato até a sua final neste domingo e a consagração do C.R. Flamengo como campeão. Infelizmente, constatei que para chegarmos ao NOVO teremos que superar muitos vícios do VELHO basquete brasileiro! Para piorar, além das velharias será preciso descartar péssimos ingredientes que o interesse comercial da nova detentora dos direitos de transmissão do campeonato agregou a fórmula. Um fator fundamental que o NBB deverá se dedicar com afinco, se realmente o objetivo for desenvolver o nosso basquete será a renovação e qualificação do seu quadro de oficiais de quadra, pois os atuais apresentam grandes vícios de atitudes que comprometem a qualidade do espetáculo, quase sempre querendo ser o foco da atenção dos jogos com arroubos de vaidade, como os protagonizados em três das últimas cinco partidas do play-off final, principalmente por dois oficiais despreparados, que por coincidência foram os mesmos que inventaram fatos que não ocorreram em um jogo aqui na Luso e que quase prejudicaram o BBT. Nesse ponto não vejo muita esperança, pois o despreparo parte do coordenador de arbitragem do NBB, que em Bauru se envolveu em uma discussão com um torcedor no último jogo contra o Minas, ou seja, aquele que seria responsável pela qualidade é o primeiro a primar pelo baixo nível. Outra conclusão: provavelmente não haverá mais equipes do Interior paulista em uma final do NBB, exceto Franca, que conta com um grande ginásio, porque o item público foi a tônica para auferir o sucesso do campeonato. Além da valorização durante as transmissões dos jogos, da “saudável” ausência dos times paulistas nas finais, que demonstraria que o basquete se difundiu por todo o país... Quanto ufanismo carioca... Bastava olhar para os jogadores dos dois times da final para ver que quase 90% dos jogadores foram formados em equipes de São Paulo!

Acredito que os fãs bauruenses do basquete continuarão apoiando e apreciando os grandes espetáculos proporcionados pelo BBT, mas pelo menos no meu caso com um pouco de desencanto com as possibilidades de um dia repetir o feito de se sagrar campeão brasileiro, porque pelo que foi demonstrado no NBB, o que mais importa é a força midiática, contratar e fingir pagar salários milionários, e preferencialmente ter sua sede no Rio de Janeiro, que hoje conta com as melhores arenas do país construídas para o Pan com os impostos de todos nós.

O autor, André Luiz Pereira de Oliveira Pinto, é colaborador de Opinião

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