Internacional

Hemisfério Norte condena queda de Manuel Zelaya


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Nova York - O golpe de Estado em Honduras foi condenado ontem por todos os países do continente, mas com diferenças de ênfase entre os EUA e a maioria dos vizinhos latino-americanos. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, propôs uma resolução em que os 34 países-membros se comprometeriam a não reconhecer nenhum governo que não fosse o do presidente Manuel Zelaya. O texto ainda estava em discussão, a portas fechadas. Os embaixadores na OEA discutiram a crise hondurenha numa sessão do Conselho Permanente, em Washington, que foi transmitida ao vivo pela Internet.

Os países latino-americanos e caribenhos, que se pronunciaram, defenderam uma resolução que tanto condenasse a deposição de Zelaya quanto exigisse sua volta imediata ao poder. A Argentina propôs um “ultimato” de 24 horas aos golpistas. O Brasil pediu que o conselho se mantivesse reunido até que o presidente hondurenho fosse reinstalado.

O embaixador dos EUA na entidade, Héctor Morales, leu a nota divulgada pouco antes pela secretária de Estado, Hillary Clinton. Ela condenou a “ação contra o presidente hondurenho” e chamou ao “diálogo’’ político no país centro-americano, mas não pediu expressamente o retorno do presidente. Mais tarde, o embaixador americano em Honduras, Hugo Llorens, disse às agências de notícias que “o único presidente que os EUA reconhecem é o presidente Manuel Zelaya”.

O golpe em Honduras representa novo teste tanto para a OEA quanto para as relações da Casa Branca com a região. A legitimidade da organização interamericana vinha sendo questionada pelos países da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas), à qual Honduras aderiu pelas mãos de Zelaya.

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