Geral

Gripe suína: novo suspeito em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Uma pessoa adulta (o sexo e a idade não foram informados), moradora de Bauru, está em isolamento domiciliar com suspeita de estar infectada pelo vírus influenza A (H1N1), causador da gripe suína. Ela procurou uma unidade de saúde da cidade no último final de semana apresentando sintomas compatíveis com a doença, mas foi mantida em casa por não ter viajado recentemente ao Exterior nem ter mantido contato com alguém que estivesse infectado.

“Inicialmente, ela informou que tinha convivido com um doente. Mas hoje (ontem), descobrimos que o contato com esse doente ocorreu fora do período de incubação (tempo em que a gripe pode ser transmitida)”, detalha Heloísa Ferrari Lombardi, diretora do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Para que não restem dúvidas, no entanto, material orgânico oriundos do nariz e da garganta do paciente já foram coletados e encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para análise laboratorial.

Além desta suspeita, outra pessoa que estava na cidade a negócios foi internada neste final de semana no Hospital Estadual (HE) Bauru com os sintomas da nova gripe. “Ela é moradora de outro Estado, mas estava de passagem por Bauru e foi internada depois de passar mal”, relata Fernando Monti, secretário municipal de Saúde.

O paciente teria viajado a alguns países da Europa há poucos dias e apresentado sintomas indicativos da doença quando foi encaminhado ao hospital, onde aguarda os resultados dos exames. Ainda ontem, a SMS informou que pelo menos um dos dois últimos casos suspeitos na cidade está oficialmente descartado.

De acordo com o laudo, a mulher de 51 anos que estava internada no HE não foi contaminada pela gripe suína. Um parente dela, um adulto de 38 anos, permanece em isolamento domiciliar à espera da manifestação do Instituto Adolfo Lutz. Além dos dois pacientes que estão sendo monitorados desde o final de semana, não há mais casos suspeitos na cidade.

Para quem for sair do País, a recomendação é que as pessoas se submetam a um período de quarentena ao voltar. “Por precaução, o ideal é restringir o contato com outras pessoas por, pelo menos, sete dias”, ensina Monti. Para as demais pessoas, a orientação é apenas manter os hábitos normais de higiene, como proteger a boca ao espirrar e lavar as mãos com freqüência. “A vacina contra a gripe comum não imuniza contra o vírus influenza A (H1N1), mas os idosos devem manter a vacinação em dia.”

Comentários

Comentários