Bairros

Recape da Rodrigues Alves aguarda projeto

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Um asfalto massacrado pela passagem de, aproximadamente, 175 ônibus nos horários de pico diariamente não suporta ficar sem manutenção periódica. Com esse tráfego pesado, o asfalto da avenida Rodrigues Alves, entre a Nações Unidas e a Pedro de Toledo, vive deformado. O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) explica que aguarda um projeto de recuperação da pavimentação asfáltica da avenida. Segundo Rodrigo, a proposta está em fase de elaboração pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfalto (Abeda) para pavimentação. O prefeito diz que a Abeda repassará a proposta sem custo para a administração.

Há quem defenda que os caminhões que trafegam na avenida estouram a pavimentação. Para Rodrigues, os caminhões não são os maiores responsáveis pelo desgaste do asfalto da Rodrigues. Ele avalia que o problema é causado pelo tráfego de ônibus. Segundo o prefeito, o trabalho de recape será feito quadra a quadra. “Ao mesmo tempo, já fizeram (Abeda) um trabalho para nós de orientar a prefeitura para, pelo menos, diminuir os calombos”, acrescenta. O prefeito adianta que, no segundo semestre, o trecho da avenida na altura do Horto Florestal sentido Distrito Industrial será recapeado. No início deste ano, foram recuperadas cerca de nove quadras no sentido oposto - DI até as proximidades do Horto.

Fim de calombos

Enquanto o recape não é feito na extensão da avenida, a prefeitura inicia um trabalho de retirada dos calombos formados no asfalto, no Centro da cidade. Ontem, a quadra 9, na pista Centro-Falcão, virou um canteiro de obras da Secretaria Municipal de Obras. O pavimento cede com o movimento constante de parada dos ônibus pesados para embarque e desembarque de passageiros e parada nos semáforos.

O acúmulo da pavimentação forma calombos asfálticos que chegam, em alguns trechos, a dividir a pista preferencial dos ônibus com as outras faixas de tráfego. A via em sua extensão tem deformidades que só um recape integral solucionará.

No entanto, a retirada dos calombos ou caroços, como foram apelidados pelo pessoal da equipe de pavimentação da Obras, é urgente. Quanto mais se adia a manutenção, mais cresce o risco de uma quebra de veículo ou acidente no meio da rua com algum pedestre.

Geralmente, quem está nos pontos de ônibus da quadra 10, na pista Centro-Falcão, se assusta ao ouvir os estrondos provocados nos carros que convergem para a rua Gustavo Maciel. A impressão é de que as partes debaixo dos automóveis ficam para trás com o choque contra os calombos, formados nas proximidades da esquina.

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Desvios

Muita gente que estava no Centro ontem parou para ver a obra que obrigou o desvio do trânsito na pista Centro-Falcão. Os veículos convergiam para a rua Gustavo Maciel, adentravam na quadra 7 da Primeiro de Agosto e convergiam na Rio Branco para retornar a Rodrigues.

Em nenhuma das vias o fluxo estava mais caótico do que o rotineiro no Centro. Equipes de fiscalização do trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) cuidaram para a dinâmica do fluxo de carros.

Ontem, a projeção da equipe da Obras era de encerrar os trabalhos por volta das 21h. Eles começaram a trabalhar no início da manhã. Na mesma quadra, porém, no sentido contrário, os servirdores municipais iriam retirar os calombos do asfalto na frente da lanchonete Frutal Lima.

De acordo com Rodrigo, dependendo do andamento do primeiro dia de trabalho, a proposta é finalizar uma quadra por dia. O trabalho de manutenção é retirar tiras de asfalto onde se formaram os calombos. Na sequência, se recupera a pavimentação asfáltica. Rodrigo explica que esse trabalho independe do recape que a administração planeja fazer na avenida.

Hoje, as abras seguem na quadra 8, onde está o colégio Liceu Noroeste.

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