Regional

Botucatu terá alcoolduto para exportação

Por Davi Venturino | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A Uniduto Logística S.A, empresa criada em 2008 por um grupo de produtores de etanol, anunciou em seu site na Internet que irá transportar etanol por dutos até o Porto de Guarujá para posterior exportação. Pelo projeto serão, aproximadamente, 550 quilômetros de dutovia dentro do Estado de São Paulo com três ramais, dois deles na região de Anhembi e Botucatu (100 quilômetros de Bauru).

Além dos dois ramais coletores na região de Botucatu e Anhembi, o terceiro ramal será na região de Serrana (cidade próxima a Ribeirão Preto). Também haverá dois centros de distribuição, sendo um na região de Santa Bárbara D’Oeste e outro na região metropolitana de São Paulo.

A partir dos centros de captação, os dutos transportarão boa parte da produção dessas e de outras regiões brasileiras, uma vez que o projeto contempla a integração com outros modais de transporte.

A chegada do etanol a ser exportado pelo porto do Guarujá será por intermédio dos dutos, evitando a utilização de caminhões na descida da Serra do Mar. O abastecimento dos navios será por um sistema de monobóia, solução bastante eficiente para manuseio de líquidos em grandes volumes. A previsão para início das operações, segundo a Uniduto, é a safra 2011/2012.

Quando em operação, o alcoolduto terá capacidade para transportar 21 bilhões de litros de etanol por ano. Adicionalmente, a Uniduto irá realizar investimentos na construção de um porto privado “offshore” com capacidade suficiente para receber e abastecer navios, incluindo os de grande porte. Pelo projeto, serão construídos tanques de armazenamento com capacidade de 400 milhões de litros.

Para Sérgio Klaveren, presidente da empresa, a partir dessa operação o transporte rodoviário do etanol será reduzido de forma considerável. “Atualmente, cerca de 95% do transporte de etanol no Brasil ainda é feito por rodovias, o que gera impactos consideráveis em custos e cria enormes gargalos logísticos, sem contar os impactos ambientais e sociais. Com o alcoolduto, o Brasil ganhará competitividade em relação a outros mercados”, explica o executivo.

Ainda segundo Klaveren, o projeto está em fase de licenciamento ambiental. Ele acredita que o alcoolduto é um dos meios logísticos de menor impacto ambiental e que gera os menores custos. “O transporte por dutos deve evitar a circulação de grandes quantidades de carretas nas estradas”, diz. “Ou seja, além da redução da emissão de poluentes, gera economia com gastos na manutenção das rodovias”, conclui.

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