Marselha - Uma adolescente de 14 anos sobreviveu ao acidente com o avião Airbus modelo A310-300 do Iêmen, que caiu com 153 pessoas a bordo (142 passageiros e 11 tripulantes) na madrugada de ontem (horário local), no oceano Índico, por razões ainda não esclarecidas.
O trecho Paris-Marseille-Iêmen do vôo da Yemenia foi percorrido em um Airbus A330. Em Sana, os passageiros que se destinavam a Comores trocaram de aeronave, embarcando no A310 que acabou caindo.
Até a noite de ontem, cinco corpos haviam sido resgatados no mar, segundo autoridades comorenses. A menina que sobreviveu foi hospitalizada na capital das ilhas Comores, Moroni, e passa bem. A adolescente foi encontrada a flutuando junto a escombros. Ela não teve a nacionalidade divulgada, mas as primeiras notícias diziam que era francesa.
A bordo do Airbus, pertencente à companhia Yemenia, estavam 66 franceses, 45 comorenses, seis iemenitas e pessoas de pelo menos outras cinco nacionalidades.
Irregularidades
O avião que caiu havia sido excluído do espaço aéreo francês por apresentar “irregularidades em seus equipamentos” em inspeção realizada em 2007, segundo o ministro dos Transportes da França, Dominique Bussereau. A Yemenia, no entanto, não está na lista de companhias consideradas inseguras pela União Européia.
Segundo o ministro dos Transportes do Iêmen, o avião passou por uma revisão completa em maio deste ano, que garantia a segurança dos voos.
Uma equipe de franceses, comorenses e iemenitas investigará o acidente.
Buscas
De acordo com Mohammad al-Sumairi, da companhia aérea, as operações de buscas são difíceis por causa das más condições meteorológicas. “Um mar agitado e um vento forte dificultam os trabalhos de buscas e resgate”, afirmou.
Segundo Hadji, barcos de vários tipos, inclusive de pescadores, rumaram para o local do acidente e ajudam nas operações de resgate. “Todos os nossos recursos estão sendo enviados para o local, inclusive barcos de pescadores”, afirmou.
Dois aviões militares e um navio franceses deixaram as ilhas de Reunião e Mayotte, no oceano Índico, para ajudar nas buscas.
Até agora, só se sabe que as condições meteorológicas enfrentadas pela aeronave eram “péssimas”.