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Coréia do Sul investe US$ 78 milhões em sistema de defesa


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Seul - A Coréia do Sul investirá até US$ 78 milhões na construção de um sistema de defesa contra um possível ataque nuclear norte-coreano. O anúncio foi feito pelo Ministério da Defesa sul-coreano, um dia depois de revelar que o país vizinho realizou quatro testes de mísseis de curto alcance e que deve lançar outros nos próximos dias.

A Coréia do Norte ameaçou produzir mais bombas nucleares em resposta à resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que impõe sanções por seu teste nuclear de 25 de maio, o segundo desde 2006. Anteontem, após alertar para novos exercícios militares na costa leste, o regime de Pyongyang lançou quatro mísseis de curto alcance em cerca de quatro horas e elevou a tensão na Ásia.

Seul investirá até US$ 78 milhões nos próximos cinco anos para proteger suas instalações chaves contra o pulso eletromagnético (EMP) produzido por explosões nucleares. “O gasto não vai superar este valor”, disse o general Jang Gi-Yoon à imprensa.

O ministério também vai adquirir aviões de espionagem Global Hawk e bombas bunker buster, que podem penetrar até 30 metros sob a terra, o que permitira atingir as instalações nucleares subterrâneas de Pyongyang. O país também planeja comprar mísseis com alcance de 400 quilômetros e bombas guiadas, além de investir na instalação de radares de mísseis.

O Ministério da Defesa sul-coreano disse ontem que o lançamento dos mísseis é uma mensagem de provocação para a Coréia do Sul. “Acreditamos que os lançamentos foram realizados levando em conta as relações entre as duas Coréias, já que foram mísseis de curto alcance e não de médio ou longo”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, Won Tae-jae.

Contudo, Won Tae-jae afirmou que não deu muita importância para os mísseis já que fazem parte de exercício militar de rotina.

O porta-voz lembrou que em caso de um conflito entre as duas Coréias, os mísseis de curto alcance, como os quatro que a Coréia do Norte lançou anteontem, seriam os projéteis mais úteis. Contudo, ele ressaltou que o país, assim como os EUA, não se sentem ameaçados pelos mísseis já que possuem armas muito mais avançadas e sofisticadas.

A Coréia do Norte afirmou que consideraria qualquer intercepção de seus navios como uma declaração de guerra.

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