A cidade de Ibitinga (90 quilômetros de Bauru) vai se tornar o centro das atenções a partir da próxima semana, quando tem início a 36ª Feira do Bordado. A tradição dos artigos confeccionados na “Capital Nacional do Bordado” transforma a cidade em um dos principais pólos de turismo de negócio nesta época do ano, especialmente neste inverno que apresenta temperaturas baixas. A expectativa dos organizadores é ultrapassar os cerca de 100 mil visitantes da versão 2008. O evento começa dia 8 e prossegue até o dia 19, das 9h às 21h.
Atrativos não faltam. As alterações no evento começaram pela mudança de conceito. O município quer se fixar como gerador de tendências, e não simplesmente como fabricante de bordado. Para isso, foram feitas divisões na parte estrutural do Pavilhão de Exposições Dr. Licinio Hiumar de Oliveira Arantes. Ele terá uma área destinada para mostrar as tendências do enxoval. Nessa ala, não haverá venda de produtos, apenas exposição. É destinada aos compradores e empresas, que poderão observar e fazer suas reservas com mais espaço, sem concorrer com os consumidores do varejo, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura.
São 13 empresas que estarão expondo as tendências. Algumas delas também estarão com seus estandes na área A, porém não com os mesmos produtos. A ala A, reservada aos consumidores varejistas, vai receber 59 empresas que, somadas ao comércio de alimentação e acessórios, atingirão 100 participantes. Os shows são atrativos à parte (veja quadro ao lado).
Considerada um dos maiores eventos do mês e incluída no Calendário Turístico do Estado de São Paulo, a Feira do Bordado ganhou espaço nos últimos seis anos. Em 2002, a área destinada ao evento era de 10 mil metros quadrados. No ano passado, passou para um média de 25 mil metros quadrados.
Para os organizadores da feira, a crise mundial aqueceu as vendas dos produtos fabricados na cidade, segundo levantamento da prefeitura, e atrai compradores de diversas partes do Brasil. “As vendas aumentaram no feriado de Corpus Christi. Nesse dia recebemos 400 ônibus de várias localidades do País. Não eram só os romeiros, mas os sacoleiros.”
Desde o começo do ano o município caminha em direção contrária à recessão. “Percebemos que o bordado de Ibitinga passou a ser uma alternativa para aqueles que perderam o emprego. Eles chegam em busca de enxovais, que são facilmente comercializados.”