As baixas temperaturas deste inverno impulsionaram as vendas de edredons. A constatação vem acompanhada de uma “mãozinha” do sistema climático que proporcionaram períodos mais extensos de temperaturas baixas. Para se aconchegar no sofá ou na cama, nada melhor que um edredon. Carro-chefe da fábrica de Osvaldo de Moraes, a peça promete ser o chamariz da Feira do Bordado/2009.
O empresário está otimista com a coincidência das baixas temperaturas com o evento. “Isso aumenta em 30% a nossa produção. A feira é um cartão de visita. É uma forma de divulgar a marca, vender para o consumidor final e fazer contatos com os compradores em grande escala. Nossas vendas são 90% no varejo e 10% no atacado.”
A Feira do Bordado, para o empresário da Juma Enxovais é também a motivação. “Desde janeiro que estamos desenvolvendo produtos diferenciados, do mais elaborado que atende a classe AA ao mais popular que atende a classe C.”
Com máquinas importadas e estampas exclusivas, a empresa tem seus produtos presentes em 80% dos estados brasileiros. “Temos três lojas em Ibitinga e representantes comerciais em todo o Brasil. Nossa clientela está focada no Sul e Sudeste do país.”
Fabricando edredons, acessórios e kits coordenados, o empresário superou a crise dos tecidos e armarinhos na década de 80, setor que ele representava, confeccionando colchas e lençóis com duas máquinas emprestadas. “O meu diferencial foi colocar o nome no produto e trabalhar a marca junto ao público alvo. Nas embalagens eu coloquei um encarte e isso alavancou os negócios. De três funcionários, na época da fundação, a empresa conta hoje com 220 colaboradores.”
A criação e designer que eram amadores, ganharam um setor, assim como o controle de qualidade, produção, marketing. “Hoje temos departamentos específicos para desencadear ações, até nacionais, sempre com a finalidade de fixar a nossa marca no mercado. Nossas vedetes são os edredons e os lençóis de 200 a 400 fios.”
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Sem preconceito
Durante muitos anos a costura de enxovais fez parte do universo feminino, exclusivamente. Atualmente a ala masculina já ocupa esse espaço. Nas indústrias de enxovais é comum encontrar homens sentados à máquina de costura fazendo todo tipo de trabalho que o equipamento permite.
A profissão que era exclusiva de mulheres não gera preconceito na comunidade, garante Daniel Zanini, 29 anos, que começou a costurar há 10. “Não enfrento preconceitos. Todos entendem que é uma profissão”. Da mesma opinião compartilha, Carlos Rodrigues Gusmão, 30 anos, que também encara a costura como uma profissão que lhe garante o sustento.