Quando um governo eleito pelas vias democráticas, através do voto popular, posteriormente passa a fazer tudo aquilo que desrespeita a própria Constituição do seu país, suas leis e principalmente as regras morais, bem porque, na maioria das vezes, sobem nos palanques nos períodos pré-eleitoreiros, realçando esses valores sociais-democráticos, enganando o povo com essa lábia, se enriquecendo com o cargo, praticando o nepotismo, empregando amigos, correligionarios, apadrinhados ou dando respaldo a quem faz, acomodando os escândalos políticos do país, se aliando a outros para praticarem atos obscuros.
Aí, sim, eu sou a favor do golpe militar que ocorreu em Honduras, pois não se trata da volta da ditadura militar naquele país, uma vez que logo haverá novas eleições. Mesmo porque o povo, na maioria das vezes, não se mexe ou tem medo de sair às ruas protestando. Daí a necessidade da ação militar em prol da verdadeira democracia, para restabelecê-la, dando ao povo novas eleições em tempo hábil, mostrando ao povo a verdadeira face daqueles que governam para si. É como a célula cancerígena que destrói o todo se deixarem, devendo ser removida por ato cirúrgico, senão todo o organismo padece, podendo vir a se destruir.
Tal qual o bisturi certeiro removendo o mal pela raiz, as Forças Armadas Hondurenhas destituíram do cargo o presidente Zelaya, acusado de “18 crimes, entre os quais, traição à Pátria e usurpação de funções” (JC de 1/7/2009), não permitindo que o mal crescesse, devorasse todo aquele organismo que um dia o voto popular o colocou no poder para agir democraticamente a bem do povo e do seu país, e pelo qual não fez.
Aparecido Doniseti Francelin