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Gripe suína tem mais de 100 mil participantes no Orkut


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Rio - No Orkut, a comunidade Gripe suína/A(H1N1) tinha anteontem 103.053 participantes, número bem maior que os 140 amigos associados ao perfil do Ministério da Saúde no site de relacionamento. Um dos integrantes do fórum de discussão da comunidade é a jornalista Fernanda Scavacini, 26 anos, que coordena o Núcleo de Comunicação Interativa do ministério - ela também administra o perfil oficial, criado há dois meses, após os primeiros registros de infecção no País.

No fórum da comunidade, um jovem aconselha eventuais infectados a “deixar o corpo desenvolver resistência natural”. Segundo ele, isso é “prático, barato, sem contra-indicações e (com) muito menos efeitos colaterais”. Uma “futura bióloga” de 22 anos afirma que “a gripe suína é mais branda que a gripe comum” e diz que “mais pânico não vai levar a nada”.

O trabalho de Fernanda e dos 11 jornalistas de sua equipe é esclarecer dúvidas no fórum. As réplicas de comentários são personalizadas e o e-mail dela (fernanda.rocha@saude.gov.br) aparece no fim dos scraps. Fernanda diz que recebe 30 emails por dia, em média. Segundo ela, todos costumam ser respondidos em até 24 horas.

“Antes, quando a gente colocava o e-mail institucional comunicacao@saude.gov.br, não era assim. Agora, é incrível o retorno. Isso deixa o governo mais próximo da população. Eles acreditam que vão ser respondidos, inclusive críticos do governo”, conta a jornalista. “A população tinha de ir ao ministério, agora a gente monitora e vai atrás. É um canal de fácil acesso.” Segundo ela, já foram postados cerca de 1.700 comentários em diversos sites. O trabalho começou com a gripe suína e foi estendido para doação de sangue e aids, que também foram objeto de campanhas em sites de relacionamento.

“Fico indignada ao ver essa comunidade, todos entrando nessa papagaiada de gripe suína, que tem uma letalidade muito mais baixa do que qualquer gripe que você pega”, relata uma das participantes da comunidade. “Não me conformo com esse pânico por causa dessa porcaria que inventaram para nos distrair da crise econômica mundial.”

Outro defende o fechamento de fronteiras. “Acho que o prefeito lá do Rio Grande do Sul está certíssimo em proibir cultos e eventos na cidade (o prefeito de São Gabriel já autorizou o retorno desse tipo de atividade), e tomar medidas de segurança na cidade. Isso deveria ser feito em todo o Brasil, inclusive o fechamento de fronteiras.”

Quando a “futura bióloga” disse ter percebido em suas pesquisas que a gripe suína é mais branda que a gripe comum, Fernanda comentou em seguida: “Olá, a Influenza A é uma doença aguda e altamente contagiosa.”

Outro participante relatou o caso de um amigo canadense que teve gripe suína e ficou muito mal, mas não sabia o que era. “Então, se a gente não deve se preocupar com a gripe suína, também não deveríamos nos preocupar com a dengue.”

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56 novos casos

São Paulo - O Ministério da Saúde informou ontem que 56 novos casos da gripe A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, foram confirmados no País. Desde anteontem, 13 pessoas foram diagnosticadas com o vírus no Estado de São Paulo, oito no Rio de Janeiro, seis no Paraná, seis em Minas Gerais, quatro em Pernambuco, quatro na Bahia, quatro em Mato Grosso do Sul, três no Ceará, três em Santa Catarina, um no Amapá, um no Distrito Federal, um em Goiás, um em Mato Grosso e um no Rio Grande do Sul. Os números foram repassados ao ministério pelas Secretarias Estaduais até as 9h da manhã de ontem.

Com os novos casos, o total de pessoas contaminadas desde o dia 8 de maio subiu para 812. A maior parte dos casos confirmados está em São Paulo, que registra 338 pessoas contaminadas.

Desde anteontem, o Ministério da Saúde orienta que os pacientes procurem o atendimento médico mais próximo ao sentirem sintomas leves associados à doença. Após o diagnóstico, o médico deverá decidir se o caso exige isolamento.

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