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Debates entre nove entidades pretendem elaborar diretriz de política de segurança


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Representantes de nove entidades de Bauru convidam a população para a Conferência Livre de Segurança Pública que será realizada hoje, das 8h às 17h30, no auditório do Senai, na rua Virgílio Malta, 11-22. O objetivo do evento é, após debates, tirar diretrizes de uma política de segurança pública democrática, que tenha como princípios básicos a promoção dos direitos humanos.

As contribuições e sugestões serão enviadas para a 1.ª Conferência Nacional de Segurança Pública, que será realizada entre os dias 27 e 30 de agosto, em Brasília.

“A idéia não é só criticar as políticas já colocadas. A gente quer aproveitar as experiências para contribuir com outros olhares sobre a segurança pública”, ressalta Antonio Sardinha, integrante do Grupo Contra a Violência e Violação de Direitos Humanos.

“Será um espaço público, cooperativo, um debate franco em torno dessas questões apontando erros e falhas, mas consciente que é um processo que tem a contribuição dos dois lados: da sociedade como um todo e dos governos como executores das políticas de segurança”, complementa.

“Uma das coisas que o Conselho Regional de Psicologia defende é que o foco da segurança pública deve incidir, prioritariamente, na promoção dos direitos humanos e não somente na repressão ao crime”, emenda Maria Orlene Daré, representante do Conselho Regional de Psicologia.

Já Gaspar Reis Moreira, representante do Conselho Regional de Serviço Social, diz que é preciso criar estratégias. “Nós gostaríamos de criar estratégias para tornar a segurança pública uma política democrática que tenha como princípio a promoção dos direitos humanos”, frisa.

“Não adianta só a gente discutir. Temos que preparar o documento, apresentar as propostas e exigir que se cumpra essas propostas no âmbito federal, estadual e municipal”, afirma Gilberto Truijo, representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB Subseção Bauru.

“Vamos pensar também nos direitos das mulheres, na aplicação da lei Maria da Penha e nos direitos humanos”, completa Rosana Amador Ramos, representante do Conselho da Condição Feminina.

Entre os convidados para o debate estão a psicóloga Adriana Eiko, do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo; e Gilson de Menezes, diretor de Segurança Urbana de Osasco e coordenador da Comissão Nacional de Guardas Municipais.

Participam da organização da conferência, o Grupo Contra Violência e Violação dos Direitos Humanos, Conselho Regional de Psicologia de São Paulo/Subsede Bauru, Núcleo pela Tolerância da Unesp, Instituto Acesso Popular, Comissão de Direitos Humanos da OAB, Conselho Municipal da Condição Feminina, Conselho Regional de Serviço Social/Bauru, Conselho de Leigos da Igreja Católica e a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Bauru.

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