Tribuna do Leitor

Novo golpe na praça?


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Aguardava no dia 9, na rodoviária, a chegada do ônibus que trazia meu filho. Um pouco antes, uma moça entre 18 a 20 anos, grávida, portando uma mala-carrinho esverdeada, aproximou-se de mim e da pessoa com que conversava, um advogado, e indagou-nos se não teríamos um celular para ela comunicar com sua casa, que não mais viajaria naquela noite. Meu amigo disse que o dele estava sem carga e eu, prontamente, como não uso celular, ofereci-lhe um cartão telefônico. Entreguei-lhe e solicitei que me devolvesse depois de usá-lo. Passado um curto tempo, o ônibus que meu filho vinha chegou, ele desceu e, enquanto chegava próximo de mim, a moça devolveu-me o cartão telefônico e disse que estava zerado. Sugeri então ao meu filho que usasse o seu, mesmo sendo de São Paulo. Ele ligou o número que ela pediu e ela afastou-se um pouco de nós e conversou com a pessoa do outro lado da linha.

Quando aproximei, a ouvi informando que estava na rodoviária e não mais viajaria. Até aí tudo bem. Só que depois, na mesma noite, fui consultar o meu cartão telefônico e tinha ele carga de 27 minutos. Ela mentiu ou não soube operá-lo? Seria possível que estaria clonando o celular do meu filho no outro lado da linha, no telefonema efetuado? Como eu tinha o telefone dela gravado no celular dele, liguei para o número indicado, atendeu-me uma senhora e disse tratar-se da nora dela e que ela não mais viajaria realmente. E por que a mentira do cartão? Preocupado, procurei a polícia para registrar um BO sobre o fato, para resguardar os direitos de meu filho. Mas a polícia não faz BO por presunção de um possível crime e somente quando ele ocorre poderá fazê-lo. Divulgo esse fato, portanto, por se tratar de um golpe novo. As pessoas que lerem esta carta não serão lesadas, se for golpe. Tomara que não seja.

Irineu Azevedo Bastos

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