Tribuna do Leitor

Sacrifício da secretária


| Tempo de leitura: 2 min

Assistindo à sessão da Câmara vi que estavam fazendo um verdadeiro sacrifício da secretária de Esportes. Se não com seu cargo, mas, no mínimo, com seu nome. É, a política é assim! Alguns são jogados ao abismo numa simples jogada. Não a conheço pessoalmente, nem seu trabalho, mas vejo que a situação não lhe é favorável. Assim como um time de futebol quando está na zona de rebaixamento, difícil alguém fazer algum comentário positivo.

É muito fácil pra uns políticos proferirem críticas quando no final do mandato não lhes são cobradas obras, soluções, realizações, enfim, porque os vereadores são políticos, digamos, “passivos” e não lhe são imputadas responsabilidades por atos mais concretos. Com isso não quero dizer que os mesmos e sua discussão não sejam necessários e que também não cumprem com seu trabalho, que é a fiscalização do Executivo. Assim como estão fazendo com o prefeito ao lembrarem no plenário sua promessa de conseguir dinheiro a fundo perdido para a obra do esgoto. O Executivo e o Legislativo têm que caminhar juntos para a relolução desse impasse. O prefeito poderia vir a público e pedir desculpas por sua promessa. Dizer que a fundo perdido não é mais possível, mas que a obra é realmente necessária, para que se discutam a viabilidade do projeto, a relação custo benefício, etc. Ela, na minha opinião, é de extrema necessidade, há muito que urge.

Outra obra de extrema importância é a conclusão do anel viário, fazendo a ligação entre a Nuno e uma hipotética avenida (avenida Jurandir Bueno) correndo ao lado dos trilhos desembocando na estação, esta transformada em terminal de ônibus urbano e seus andares superiores num shopping popular desafogando a Rodrigues e demais vias. Espero que os políticos tenham a visão de que Bauru precisa de muito trabalho e ações concretas. Se a discussão é válida, sem problemas, mas não há mais tempo para se discutir o sexo dos anjos. Quero aproveitar e lançar uma polêmica sobre o trânsito de Bauru dizendo que aprendi a dirigir nos limites de velocidade graças aos “temidos e odiados radares”, que foram motivo de muitas discussões na legislatura passada.

Marco Antonio Zambon

Comentários

Comentários