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• Vacina contra tuberculose x HIV

A vacina contra tuberculose, administrada rotineiramente em 75% dos bebês do mundo, é arriscada demais para ser dada àqueles nascidos com o vírus da aids, concluiu um estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde. Os pesquisadores recomendam que a vacinação seja adiada até que os bebês sejam testados para o vírus HIV.

• Gel e creme não têm efeito comprovado contra dor

Não há evidência suficiente para indicar o uso de géis e cremes que causam vermelhidão local no combate à dor aguda e crônica, concluiu uma revisão sistemática de 16 estudos. Os pesquisadores concentraram-se em fórmulas com salicilatos, vendidas como tratamento tópico para dores musculares e lesões causadas durante a prática esportiva.

• Transplante renal dominó

Liderados pela equipe do Johns Hopkins, cirurgiões de quatro hospitais dos EUA realizaram o primeiro transplante renal dominó com 16 pessoas. Participaram oito pares de doadores e receptores incompatíveis entre si, que foram recombinados a outros na mesma situação. Neste ano, 12 pessoas participaram de transplante similar.

• Apnéia e osteoporose

Estudo inédito da Secretaria de Estado da Saúde realizado no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Interlagos, zona sul de São Paulo, aponta que os homens que têm apnéia (parada repetida e temporária da respiração durante o sono) têm mais risco de desenvolver osteoporose, em razão da baixa oxigenação do sangue.

• Apnéia - 2

O levantamento receberá premiação durante o 19º Congresso Europeu de Pneumologia, a ser realizado em setembro deste ano pela European Respiratory Society, na Áustria. Foram avaliados 36 pacientes, dos quais 16 homens e 20 mulheres, atendidos no ambulatório entre setembro e dezembro de 2008. Eles passaram por exames como polissonografia, densitometria óssea, peso, altura e aferição do índice de massa corpórea.

• Apnéia - 3

Os resultados apontaram osteoporose ou osteopenia (diminuição da densidade mineral óssea, numa proporção menor que da osteoporose) em 55,5% dos pacientes, sendo 56,25% dos homens e 55% das mulheres. Entre os homens foi possível estabelecer, por meio da comparação entre os exames de polissonografia e densitometria, uma relação direta entre a hipoxemia noturna (baixa oxigenação do sangue) causada pela apnéia e a baixa densidade óssea do fêmur. Isto é, constatou-se que quando a oxigenação caía, também havia diminuição de massa óssea nos pacientes.

• Apnéia - 4

Já entre as mulheres essa correlação direta não foi observada, prevalecendo a idade como fator preponderante para a ocorrência de baixa densidade óssea do fêmur. O estudo prosseguirá no ambulatório e a expectativa é avaliar cerca de 200 pacientes até 2010. “Esse é um dado extremamente relevante, pois demonstra a necessidade de os profissionais de saúde rastrearem a possibilidade de osteoporose e risco de fraturas em pacientes com diagnóstico de apnéia do sono”, afirma o fisioterapeuta Rafael Montenegro, um dos coordenadores do estudo.

• Reprodução assistida -1

Entre 219 mil e 246 mil bebês nascem a cada ano no mundo graças ao desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida. Os números foram apresentados pelo professor Jacques de Mouzon e seus colaboradores em artigo publicado na revista científica Human Reproduction, em maio deste ano. Mouzon é membro do Instituto Nacional de Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm), na França, e coordena o Comitê Internacional para Monitoramento de Tecnologias de Reprodução Assistida.

• Reprodução assistida - 2

O estudo indica um aumento no número de procedimentos envolvendo as técnicas de reprodução assistida: mais de 25% em apenas dois anos, de 2000 a 2002. Os pesquisadores usaram dados de 1.563 clínicas em 53 países, mas ressaltaram a insuficiência de dados em partes da Ásia, África e Oceania. Um dos destaques do documento é o crescente aumento no número de nascimentos a partir de técnicas como a injeção espermática citoplasmática, que tem crescido mais do que a fertilização in vitro.

• Reprodução assistida - 3

O artigo também traz dados que revelam a disparidade no acesso aos sistemas de saúde e às tecnologias de reprodução assistida pelo mundo. No oeste da Europa, por exemplo, essas condições se mostram bem mais favoráveis do que nos países em desenvolvimento. Segundo Mouzon, estas informações levantam a questão de se desenvolver técnicas de baixo custo para aplicação em países mais pobres, onde normalmente, o tratamento é mais agressivo, podendo levar a nascimentos múltiplos e a problemas como a síndrome da hiperestimulação ovariana ou a necessidade de reduções fetais.

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