Polícia

Acidente com moto deixa um ferido

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Não é de hoje que avenida Getúlio Vargas tornou-se passarela para belas e possantes máquinas, normalmente exibidas por jovens das mais variadas idades. Ontem, em um acidente, um deles, de 24 anos, arrancou um arbusto com o próprio peito na quadra 13, quando dirigia uma R6 Yamaha, informa a Polícia Militar (PM). De acordo com a corporação, um veículo preto teria interceptado (num dos retornos da via) o caminho de Marcos Antonio Lopes Júnior, que dirigia a moto. Ao desviar do automóvel, o rapaz bateu no arbusto.

Por conta do impacto, o motociclista perdeu os sentidos, segundo informaram testemunhas à reportagem. Depois se recuperou, mas foi socorrido por uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto-Socorro Central (PSC) com dores no peito. Até o fechamento dessa edição, permanecia em observação. Pelo estado da R6, que teve o tanque amassado e a carenagem do lado esquerdo avariada, a impressão era de um acidente muito grave.

Pelo local, amigos da vítima demonstravam tensão e foram agressivos com a equipe de reportagem do JC. Júnior seguia pela avenida na companhia de Fábio Luiz Cardoso Cimadon, 25 anos, que o acompanhava na direção de uma Honda CBR 600, placa CYO 9699. Tanto ela quanto a R6, placa ECC 3435, foram guinchadas porque os dois condutores haviam mexido na posição das placas, de modo que não poderiam ser identificadas pelos radares da via, por exemplo.

Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê infração gravíssima quando qualquer uma das placas não tem condições de legibilidade e legalidade. A avenida Getúlio Vargas é uma das mais patrulhadas da cidade, conforme reiterou o tenente-coronel Benedito Roberto Meira, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar. De acordo com ele, por essa razão, não é comum os motoristas excederem a velocidade no local.

Porém, ele próprio admite a possibilidade de alguns condutores desobedecerem as placas indicativas de velocidade máxima. Ontem, do final da tarde em diante, testemunhas ouvidas pela reportagem confirmaram o problema. Todos são unânimes, no entanto, na opinião sobre a utilização da avenida Getúlio Vargas como ponto de exibição de veículos. Muito movimentada, a via tem o tráfego atrapalhado pelos retornos. Para Meira, eles deveriam ser objeto de estudo apurado por parte da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

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