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Vl. Vicentina espera lucro de R$ 50 mil

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Tradição cumprida. Como acontece há quase seis décadas, o sol apareceu na 58.ª edição do churrasco da Vila Vicentina, realizada ontem. Mais concorrido do que no ano passado, o evento acolheu as cerca de 30 mil pessoas aguardadas, segundo as estimativas da Polícia Militar. Resta agora saber se o vaivém resultará nos R$ 50 mil livres, esperados pela presidente do abrigo para idosos, Delfina Rosa Pregnolato. Em 15 dias ela terá uma resposta, após a finalização das contas.

O montante arrecadado será aplicado na construção da enfermaria, orçada em R$ 450 mil. O valor restante para a obra também virá do apoio da comunidade, comenta Delfina. “O mais importante é ajudar os idosos”, afirmou Ana Paula Santana, freqüentadora contumaz do churrasco. Ontem, esteve lá com os sobrinhos Gabriel e Manuela, gêmeos de 7 meses. “É uma festa bem familiar, gostosa. Acho que eles adoraram ver tanta gente”, comentou a mãe do casal, Elaine Santana.

Assim como ela, várias famílias levaram bebês de colo e crianças das mais variadas idades. Filhos, netos, primos e tios também estiveram acompanhados de idosos como Violentina Grimaldi, 78 anos, que estreou no evento. Aprovou e espera voltar em 2010. Já seo Sebastião Domingos, 72 anos, deixou de comparecer em apenas um ano no decorrer de quatro décadas. Deve seguir o mesmo caminho Wesley Kléber Severino. Ontem ele compareceu acompanhado por João Vítor, Luciamara e Amanda.

Dividiram o mesmo banco com Wilson Benedito. Para conseguir os melhores lugares, algumas famílias chegaram cedo, antes das 11h. Passaram o dia ouvindo música, vendo gente e desfrutando das iguarias, salgadas ou doces. Às 15h, não havia mais sardinha, coquinho, morango com chocolate e quebra-queixo, por exemplo. A fila do churrasco levava ao menos 20 minutos. Se fosse atendimento público, Francisco Marinho reclamaria. Mas como o evento é benemérito, aproveitou para namorar.

Negócios

Enquanto os visitantes esperavam, os responsáveis pela carne já cortavam mais 500 quilos, além dos dois mil fatiados no dia anterior. Após suarem a camisa o dia todo no sábado, ontem deram início à labuta logo às 6h. “Às 10h30 já começamos a vender. Está melhor que o ano passado”, afirmou o voluntário Antonio Hilário Luizão Módolo, responsável por vender fichas. O trabalho dele economizou o de Aline Bragança Silva, que aproveitou para almoçar no local com o marido Zenildo Silva da Costa.

Enquanto isso, havia quem fizesse negócios. Vários móveis foram vendidos e o bazar da pechincha era visitado por pessoas com os mais variados estilos. Marcado pela diversidade, o evento também recebeu vereadores como Roque Ferreira, Fernando Mantovani e Carlinhos do PS, além do presidente da Emdurb, Rubens Ribeiro Barros Filho, e do prefeito Rodrigo Agostinho. Vegetariano, o chefe do Executivo foi embora com uma sacolinha de doces.

Apesar de tanto prestígio, seo José Medina permaneceu em seu quarto, onde assistia à televisão e era cumprimentado por amigos e curiosos. Há 30 anos vivendo no abrigo, saiu apenas para observar o movimento, que não lhe atrapalhou. Muito pelo contrário.

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